Tuesday, April 16, 2013

Polícia israelense prende feministas no Muro das Lamentações

Mulheres usavam talits de oração com franjas, disse porta-voz da polícia.
Judeu ortodoxo que tentou atear fogo a um livro também foi detido.

A polícia israelense prendeu cinco feministas religiosas judias que rezaram no Muro das Lamentações de Jerusalém com peças reservadas aos homens.

"Mais de 200 mulheres rezaram esta manhã no Kotel (Muro das Lamentações). Cinco usavam talits de oração com franjas, algo proibido pelo Tribunal Supremo, e foram detidas", declarou a porta-voz da polícia, Luba Samri.

Um haredi ('os que temem a Deus'), ou seja um judeu ultraortodoxo, que tentou atear fogo a um dos livros de oração das mulheres, também foi detido.Feministas judias da associação "Mulheres do Muro" desafiam os ortodoxos e rezam no Muro das Lamentações, o local mais sagrado do judaísmo, último vestígio do segundo Templo destruído pelos romanos no ano 70 da era cristã.

Elas querem acesso a todos ao Muro das Lamentações, incluindo aos seguidores das correntes liberal e conservadora do judaísmo.

Saturday, April 13, 2013

Judeu não quer contato com as pestilentas

Janer Cristaldo

Quando me mudei para Higienópolis – Hidischienópolis, para alguns – certos costumes e rituais do bairro me soaram bastante estranhos. Aos sábados, quando chovia, senhores e senhoras elegantes se cobrem com capinhas vagabundas de plástico, dessas que se compra a cinco reais nas bancas de revista. Casais nunca se dão as mãos. Em um determinado dia do ano, homens engravatados e bem postos não usam sapatos, apenas tênis.

Aos poucos, comecei a descobrir as firulas da ortodoxia judaica. Usam capas no sábado, porque no sábado um judeu não pode portar um guarda-chuva. A rigor, não pode nem apertar um botão de elevador. O que faz com que apartamentos de primeiro andar sejam muito valorizados. Há inclusive no bairro um prédio com um elevador casher: aos sábados, ele pára em todos os andares sem que nenhum botão precise ser acionado.

Em 2006, escrevi sobre o assunto, o que rendeu longa polêmica. O artigo era abrangente e se reportava aos preceitos do santo homem Maimônides. Através de um porta-voz, tive a suprema honra de ser respondido pelos rabinos do Colel Iavne:

"Atacar os judeus se utilizando da sua religião, costumes, vestimentas e retirando do contexto afirmações bíblicas não é novidade. O recurso foi usado infinitas vezes por anti-semitas ao longo da história da jornada judaica neste planeta. Janer Cristaldo, ao repetir o ato em seu artigo publicado no Mídia Sem Máscara, e intitulado, "Sobre Maimônides" sequer foi original. De todo modo, merece uma resposta, o que fazemos a seguir. Este artigo foi escrito com a colaboração inestimável das seguintes pessoas: Rav. Avraham Zajac, André Cardon, Sérgio Kalmus, Marcella Becker e sob consulta e aconselhamento de rabinos do Colel Iavne".

A bem da verdade, eu não atacava os judeus. Apenas falava de seus hábitos e transcrevia alguns preceitos de Maimônides, de seu livro Os 613 Mandamentos. (Ou você pensava que eram apenas dez?). Preceitos que aliás nem são do bom rabino, mas da Torá. Me atenho agora a apenas um dos itens da polêmica, a impureza das mulheres.

Escreviam então meus contestadores: “O articulista critica os judeus por não apertarem botões aos sábados, e por andarem de capas de chuva “vagabundas”, ao invés de guarda-chuvas. Se sente incomodado por eles não darem mãos a mulheres em público e por andarem de tênis no dia mais santo judaico, o Dia do Perdão, o Yom Kipur”. (...) “Agora são apontados e menosprezados por usarem ‘capas de chuva vagabundas’ e ‘tênis em lugar de sapato’”.

Ora, em momento algum critiquei os judeus por não apertarem botões nem declarei sentir-me incomodado por não darem as mãos às suas mulheres. Em momento algum menosprezei alguém por usar capas de chuva ou tênis. Tênis é calçado que uso quase diariamente. Como cidadão do Ocidente, apenas manifestei minha estranheza em relação a tais comportamentos (por exemplo, usar tênis com terno e gravata), e nada mais que isso. Considerei-os obsoletos, e não me parece que considerar obsoletas determinadas práticas possa constituir anti-semitismo. Continuavam meus interlocutores:

“Um homem, mesmo tendo 100% de certeza de que uma mulher não está menstruada e ainda que seja sua esposa; mesmo assim, pelas leis mais estritas judaicas, não pode cumprimentá-la em público. E porque? (sic!) Por questão de recato. Para preservar carinhos e troca de afagos para os momentos íntimos e particulares com a sua amada”.

De minha parte, não vejo nenhuma falta ao recato em dar a mão a uma mulher. Assim fosse, todos os cristãos deste país seriam despudorados irremediáveis. Meus interlocutores parecem não ter lido a Torá. Lá está, em Levítico 15:19-24:

“E mulher, quando tiver fluxo, e o fluxo da sua carne for de cor sangüínea, sete dias ficará separada na sua impureza; e todo aquele que tocar nela será impuro até a tarde. E tudo sobre o que se deitar na sua impureza será impuro, e tudo sobre o que ela se sentar será impuro. E todo que tocar no seu leito, lavará suas vestes, se banhará em água e será impuro até a tarde. E quem tocar sobre o leito ou sobre o objeto em que ela está sentada, tocando neles, será impuro até a tarde. E se um homem deitar com ela, a sua impureza passará sobre ele, e ficará impuro sete dias; e toda cama em que ele se deitar, se fará impura”. Ora, para mim, cidadão ocidental e vivendo neste século, soa muito estranho considerar impura uma mulher em seus dias de menstruação.

Uma colega da Folha de São Paulo, que morava no bairro, por bom tempo dedicou-se a fazer terrorismo com os rabinos. Esbarrava neles e se desculpava: “Desculpe, foi sem querer. É que estou nervosa, estou menstruadíssima”. O coitado do rabino se esfregava desesperado, como se quisesse exorcizar a lepra.

Está rolando nas redes sociais uma curiosa foto de um judeu ortodoxo em um avião, encapsulado dentro de uma capa de plástico, publicada pelo Huffington Post. Há relatos de que a companhia aérea El Al tem notado um aumento no número de judeus ultra-ortodoxos que pedem para trocar de lugar nos vôos, para evitar ficar sentado ao lado das pestilentas. Uma mulher já processou a companhia aérea por tê-la deslocado a parte traseira de um avião, depois que ultra-ortodoxos se recusaram a sentar-se ao lado dela.

Internautas foram rápidos em apontar que a explicação pode não ser totalmente correta. "Isso não tem nada a ver com as mulheres," – escreveu um usuário. "Ele é um Cohen," descendente dos sacerdotes sagrados do templo e não estão autorizados a entrar ou voar sobre um cemitério, que os torna impuros”.

O cemitério, no caso, estaria situado em Holon, área metropolitana de Tel-Aviv. Em 2001, a El Al Airlines decidiu não permitir que judeus ultra-ortodoxos se revistam hermeticamente em sacos de plástico quando voando sobre o cemitério de Holon, a fim de evitar a impureza ritual. Segundo a empresa, considerações de segurança de vôo não permitem passageiros a bordo cobertos por sacos plásticos fechados.

Dados os precedentes, tendo a crer que Cohen queria mesmo era evitar o contato com as pestilentas.

Sunday, March 24, 2013

Jorge Bergoglio ergueu memorial ao Holocausto em catedral argentina

Durante uma comemoração de 2010 do atentado à Associação Mútua Israelita Argentina (AMIA), o Cardeal Bergoglio chamou o prédio reconstruído de “uma casa de solidariedade” e declarou, “Deus os abençoe e os ajude a cumprir sua obra.”

Com o ativo apoio do Cardeal Bergoglio, a Capela Metropolitana de Buenos Aires, a principal Igreja Católica Romana na capital da Argentina, ergueu um memorial àquele atentado e às vítimas do Holocausto.  Em direção à parte de trás do principal santuário, uma grande caixa com uma porta de vidro em uma moldura forjada em prata hospeda vários artefatos Judaicos, incluindo uma menorá, uma Estrela de David, e folhas de livros de oração resgatados de Treblinka, Auschwitz e do Gueto de Varsóvia.

O memorial do holocausto, conhecido como o Mural Comemorativo, é o único tributo às vítimas do Holocausto em uma igreja Cristã, de acordo com a Fundação Internacional Raoul Wallenberg. 

Fonte:


Saturday, March 23, 2013

Estrela de David: de talismã místico ao símbolo Sionista



 
Em um livro do Prof. Gershom Scholem, publicado 27 anos depois da morte do estudioso, Scholem sustenta que a Estrela de David não era um símbolo antigo Judaico, mas um emblema mágico que somente foi adotado pelos Judeus no século XIX

Moshe Ronen

Poucos livros são publicados 60 anos depois de serem escritos.  Um tal livro é o do Prof. Gershom Scholem's "Magen David – History of a Symbol", que está sendo liberado somente agora, 27 anos depois da morte de seu autor.

Prof. Scholem, um dos maiores estudiosos Judaicos de nosso tempo, um pesquisadora da Kabbalah e do misticismo Judaico e um dos fundadores da Universidade Hebraica em Jerusalém, conduziu um estudo de 50 anos da história da Estrela de David. Ele publicou um breve sumário do estudo em 1949, brevemente depois que o símbolo foi escolhido para aparecer na bandeira nacional do novo Estado.

Em seu artigo, Prof. Scholem declarou que "A Estrela de David não é um símbolo Judaico, e, portanto, não é o ‘símbolo do Judaísmo'."

O estudo foi recentemente editado em um livro pelo Prof. Avraham Shapira. O novo livro investiga os aspectos religiosos, místicos, nacionais e políticos da Estrela de David.

Proteção mágica do perigo

De acordo com Scholem, o símbolo do hexagrama foi uma vez conhecido como Selo de Salomão e usado tanto como um enfeite quanto um símbolo para o qual os poderes mágicos eram atribuídos.  Foi primeiro documentado no carimbo de Yehosua Ben Assiyahu durante o período do último reino, 2.700 anos atrás.

Apareceu novamente como uma relíquia em uma sinagoga em um prédio de Cafarnaum durante o terceiro século DC, ao lado de um outro símbolo, uma suástica. Ninguém afirma que esses dois símbolos gráficos eram mais do que meras decorações.

Durante o período do Segundo Templo, a menorá de sete braços, em vez da Estrela de David, era considerado um símbolo Judaico. De acordo com Scholem, o Selo de Salomão apareceu primeiro no misticismo Judaico durante o sexto século DC em um talismã contendo dois leões e uma Estrela de David no meio.

Por gerações, o Selo de Salomão apareceu em duas versões: um pentágono (polígono de cinco lados) e um hexágono (polígono de seis lados).

Bandeira Judaica em Praga

Até o início do século XIX, o símbolo era usado como um meio mágico contra o perigo, e aparecia principalmente em cima ou no interior do mezuzah.  O primeiro livro que referia-se ao símbolo como "Magen David" foi escrito pelo neto de Maimônides, o Rabino David Ben Yehuda HaHasid, no século XIV.

O uso oficial da Estrela de David como um símbolo Judaico começou em Praga.  O Prof. Scholem escreve que ele foi tanto escolhido pela comunidade Judaica local quanto pelo governo Cristão como um meio de rotular os Judeus, que posteriormente adotaram-no e abraçaram-no.  Em 1354, o Imperador Carlos IV garantiu aos Judeus o privilégio de levantar uma bandeira própria, e essa bandeira continha a Estrela de David. Uma dessas bandeiras pode ainda ser encontrada na antiga Sinagoga de Praga.

Desde Praga, onde a Estrela de David foi impressa em capas de livros e entalhada em lápides de cemitérios, o símbolo espalhou-se pelo resto da Europa e gradualmente se tornou conhecido como o símbolo do Judaísmo.

Durante o primeiro Congresso Sionista na Basiléia em 1897, a bandeira Sionista, que ostenta uma Estrela de David azul, foi escolhido.

Mas o Prof. Scholem alega que o símbolo somente se tornou verdadeiramente significante durante o Holocausto, depois que os Nazistas usaram-na para marcar os Judeus, e assim santificá-la. De acordo com Scholem, isso deu ao símbolo gráfico um sentido spiritual de sagrado que nunca teve antes.

Saturday, March 16, 2013

Jorge Bergoglio recebe membros da B'nai B'rith em catedral

Jorge Bergoglio, atual Papa Francisco I, recebeu no ano passado membros da maçonaria judaica (B'nai B'rith) em catedral argentina em cerimônia de lembrança à Kristalnacht





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