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Tuesday, September 09, 2014

A “regressão” judaizante do Vaticano II: A “mentira” do Judaico-Cristianismo


Prólogo

Saiu recentemente em italiano um interessante livro do rabino Jacob Neusner [1], que volta a 1991 (Jews and Cristians. The Myth of a Commun Tradition) com respeito à relação entre judaísmo e cristianismo. É decididamente um livro contra a corrente, porque sustenta e – estou certo – prova que “entre judaísmo e cristianismo […] não existe e nunca jamais existiu um diálogo. O conceito de uma tradição judaico-cristã […] é somente um mito, no pior sentido: uma mentira” [2].

• Segundo o Autor, as duas religiões “não compartilham temas comuns” e, “se a Escritura pode fornecer uma base comum, conduziu apenas à divisão, porque o Antigo Testamento serve ao cristianismo somente enquanto prefiguração do Novo, e a Torá escrita para o judaísmo pode e deve ser lida somente na óptica de cumprimento e completamento total da Torá oral [Cabala e Talmud colocados só em um segundo tempo por escrito, ndr]” [3]. Na verdade, “os cristãos comumente supõem que o judaísmo seja a religião do Antigo Testamento, mas isto é verdadeiro só em parte, e portanto completamente falso. [...] O cristianismo faz apelo ao Antigo Testamento, em dialética com o Novo, como parte da Bíblia; o judaísmo lembra a Torá escrita em dialética com aquela oral [Cabala e Talmud]” [4].
• Ele define a relação entre as duas religiões como de “gentes diversas [rabinos e bispos] que dizem coisas diversas [Israel e Cristo] para gentes diversas [judeus e cristãos]”[5]. E conclui: ”Ora, não existe, nem jamais existiu, uma tradição judaico-cristã” [6]. Na verdade, o cristianismo se ocupa da salvação, que diz respeito à humanidade inteira, enquanto o judaísmo se ocupa da santificação da nação de Israel [7]. Neusner, com muita honestidade intelectual e clareza, fala de “autonomia do cristianismo e da sua unicidade absoluta” [8]. Desfeita a teoria segundo a qual o cristianismo seria um judaísmo reformado, decorre analogamente a relação entre protestantismo e catolicismo: ”O nosso século foi testemunha de um erro teológico fundamental […]. Falando abertamente, trata-se, ademais, de um erro protestante. O erro teológico foi o de apresentar o cristianismo como uma reforma histórica, uma continuação do judaísmo” [9]. Tal erro é imputável não só ao protestantismo, mas também à exegese modernizante e modernista do século XX, e a sua consequência foi deletéria para a doutrina católica. Na verdade, estando assim as coisas, “os cristãos [...] se encontram em uma posição subordinada [...], tornando-se não o verdadeiro Israel [...], mas simplesmente um Israel por defeito, isto é, por defeito do velho Israel” [10]. Em suma, uma espécie de irmãos menores e deficientes. A teologia cristã judaizante, de origem luterana, apresentava o novo protestantismo como um velho catolicismo reformado, e o verdadeiro cristianismo de origem como um velho judaísmo reformado. Por isso, a nova teologia modernista e neomodernista, canonizada por Nostra Aetate, recuperando o erro exegético–teológico luterano, apresenta “a vida de Jesus em linha com o judaísmo do seu tempo, e a salvação de Cristo como um evento interno ao judaísmo do século I” [11]. Daí, para compreender o Evangelho, tem-se afirmado, ser necessário interrogar o Talmud e os rabinos [12]; enquanto a doutrina tradicional dos Padres e do Magistério constante da Igreja ensinava que “no” Antigo Testamento está escondido o Novo e no Novo Testamento aparece claro e significado o Antigo (S. Agostinho, Quaest., in Hept., II, 73).  

• O Autor explica que o ambiente católico foi contaminado por tal tendência depois da tragédia da Segunda Guerra Mundial em razão de certa avaliação feita pelo nacional-socialismo “sobre a herança judaica da Igreja e do cristianismo [...], levando em conta a tragédia do cristianismo na civilização da Europa cristã, pervertida pelo nazismo. [...] Todos estavam animados de boas intenções [...]. Mas o resultado é uma leitura não cristã do Novo Testamento” [13]. Donde, em outro lugar, aprofundar o problema do condicionamento psicológico súbito do ambiente católico depois da segunda grande guerra e especialmente depois da shoah, que levou a uma leitura do Novo Testamento de forma não cristã, mas judaizante [14]. Na verdade, se se abstraem estas premissas histórico-teológicas, não se pode compreender aquilo que ocorreu no Vaticano II e no pós-concílio. O fato, et contra factum non valet argumentum, é que a leitura ou hermenêutica modernizante, como a luterana, do Novo Testamento “não é cristã”. Enquanto “apela às fontes judaicas, [...] tal hermenêutica deriva da teologia de um cristianismo como continuação e puro melhoramento do judaísmo” [15]. Em vez disso, o cristianismo é algo único, absoluto, autônomo, e de modo algum uma reforma do hebraísmo.

• O Autor rejeita totalmente a doutrina segundo a qual “Jesus era judeu e, portanto, para compreender o cristianismo, os cristãos deveriam chegar a um acordo com o cristianismo” [16]. O verdadeiro cristianismo é aquele que “pode tomar a si mesmo como o tomavam os Padres da Igreja, como novo e não contingente, [...] não como subordinado ao judaísmo. Judaísmo e cristianismo são religiões em tudo diferentes e com pouco em comum” [17]. Para o cristianismo Deus é uno na sua natureza, mas trino nas Pessoas, e Jesus é Deus encarnado no seio da SS Virgem Maria; enquanto o judaísmo não aceitou tal Evangelho ou Boa Nova trazida por Cristo e seus Apóstolos e continua a negar a SS. Trindade e a divindade de Cristo, fundando-se sobre a santidade de Israel como família carnal descendente geneticamente de Abraão. Neusner diz que, se o cristianismo é único, também o judaísmo se acredita tal, donde concluir pela inutilidade do diálogo entre as duas religiões, diametralmente opostas, ainda que fundadas – em parte – sobre uma base semi-comum: o Antigo Testamento, que, porém, é lido pelo judaísmo à luz do Talmud, considerado mais importante que a Torá [18], enquanto pelo cristianismo é estudado à luz do Novo Testamento. Em razão disso, “não podemos referir a Bíblia quando falamos de judaísmo” [19]. O rabino americano não esconde que “o cristianismo não é tal porque melhorou o judaísmo […]. Mas porque constitui um sistema religioso, autônomo, absoluto e único. […], judaísmo e cristianismo são duas religiões em tudo diversas” [20]. Viva a face da sinceridade e abaixo a mentira do ecumenismo judaico-cristão, que é a “quadratura do círculo” ou a “coincidentia oppositorum” feita “Congregação Permanente”.

• O problema central, segundo Neusner, não é o das “raízes comuns”, de que falaremos a respeito, mas o da divindade de Jesus Cristo. Na verdade, pergunta-se honestamente o rabino, “Jesus é o Cristo? Se é assim, então o judaísmo cai. Se não é assim, então o cristianismo erra” [21]. Ele cita Eusébio de Cesaréia (tr. it. História Eclesiástica, Milão, Rusconi, 1979) e São João Crisóstomo (tr. it. Homilia contra os judeus, Verrua Savóia, CLS, 1997), o qual falava de “regressão cristã ao judaísmo” acerca daqueles  cristãos que frequentavam ainda a sinagoga e os cultos judeus em Antioquia em 386-387, um “retorno à infidelidade judaico-talmúdica”. A mesma acusação feita no século IV por Crisóstomo aos judaizantes de Antioquia se pode fazer hoje aos judaizantes do Vaticano II (Nostra Aetate, 1965) e do pós-concílio (Oração da sexta-feira Santa, do Novus Ordo Missae de Paulo VI, 1970; A antiga aliança jamais revogada de João Paulo II em Mainz em 1981; os judeus nossos irmãos maiores e prediletos na fé de Abraão, João Paulo II em 1986; e até ao Discurso à sinagoga de Roma, de Bento XVI, 17 de janeiro de 2010). Tertium non datur: se Cristo é Deus, o judaísmo cai; se não é Deus, erramos nós cristãos por dois mil anos, devemos reconhecê-lo publicamente, pedir perdão a Deus e aos homens e enfim formar “prosélitos da porta” ou “noachidi” (v. Elia Benamozegh e Aimé Pallière). O diálogo judaico-cristão é inútil, daninho, injurioso, falso e mentiroso. O mesmo diz ainda o rabino Jacob Neusner. Ele concorda com Crisóstomo só quanto ao fato de que o judeu-cristianismo ou o judaizar-se, para os cristãos, é um “ato de apostasia, incredulidade e recusa de Deus [Cristo]” [22]. Crisóstomo temia, justamente, que os cristãos de Antioquia se mostrassem “rendidos de respeito ao judaísmo” [23]. A mesma apreensão, et multo magis, a demonstra Neusner em relação ao diálogo judaico-cristão, no qual a religião cristã já não se considera aquilo que é, mas uma pseudorreforma proto-luterana do judaísmo. À doutrina cristã tradicional segundo a qual Cristo é Deus e previu em 33 a destruição de Jerusalém e de seu Templo, o que sucedeu em 70, o judaísmo respondia no século IV, pela boca de seus sábios ou rabinos, que Roma tornada cristã no século IV é o penúltimo Império depois da Babilônia, da Medo-Pérsia, da Grécia e será seguido do de Israel, o último e definitivo, como família genética de Abraão, que dará morte à Roma primeiro pagã e depois cristã, sendo “o caráter de Roma principalmente cristão” [24]:  “Os sábios [ou rabinos] afirmam que Israel segundo a carne [...] permanece em estado incondicionado e perene. Não deixa nunca de ser filho [físico], e filho dos próprios genitores. Assim, Israel segundo a carne constitui a família, na sua forma mais física, de Abraão, Isaac e Jacó [...]; a total e completa “geneaoligizzazione” de Israel” [25], como se vê, é uma questão genética ou de estirpe, que fala de “raça”, estirpe, sangue e somente do judaísmo rabínico, e não – como seriam os “antissemitas” – o cristianismo. Portanto, mostra-se quão tola é a acusação de antissemitismo feita à Igreja por eméritos trombones, impelida por algumas estúpidas e soi-disant raposas.

• “Israel provocará a queda de Roma [ex-pagã e depois, com Constantino, cristã, 313]” [26]. Portanto, para os rabinos, Israel não está terminado, mas suplantará Roma e o cristianismo. Segundo o Autor, a queda de Jerusalém foi causada pela arrogância dos judeus zelotes do século I, os quais, especialmente com Bar Kochba, se recusaram a entregar-se à providência divina e quiseram edificar um Reino de Israel com suas forças naturais e político-militares. Tal arrogância provocou da parte divina o abandono de Israel nas mãos de Roma, que de pagã se tornou depois cristã, e no século IV pareceu que o cristianismo romano houvesse triunfado sobre o judaísmo [27]. Mas a apocalíptica judaica [28], voltando ao fim dos últimos tempos, cobrou a restauração do reino de Israel e tentou derrubar tal “teologia da história” cristã. Ora, a mesma situação foi criada com o nascimento do Estado de Israel, que é obra da política e das armas e não do Messias judaico, e por isso também para os rabinos ortodoxos hodiernos o sionismo representa uma ameaça a Israel, como aconteceu em 70. Pois bem, este tema merece ser aprofundado em um próximo artigo.

• Também a consideração que Neusner faz sobre o islamismo, em um tempo de arabefobia e das raízes européias judaico-cristãs e anti-islâmicas, são interessantes, profundas e corajosas. Na verdade, ele escreve: “Como sabemos [apesar do aparente triunfo do cristianismo, com os imperadores romano-cristãos, a partir de Constantino e Teodósio] que venceu o judaísmo dos sábios [ou rabínico-talmúdico]? Porque quando, à sua volta, vence o islã [VII-VIII século] o cristianismo se retira do Oriente Médio e do Norte da África. Sem dúvida o cristianismo resistiu, mas não como a religião majoritária do Oriente-Médio romano e do Norte da África [...]. Mas o caráter islâmico do vizinho do Oriente-Médio e do Norte da África  nos conta a história do que aconteceu realmente: uma derrota para o cristianismo [...]. A cruz reinou apenas nos lugares aonde não foi o Islã e o seu poderio militar” [29]. Portanto, o atual “conflito de civilização”, querido pelos EUA e por Israel, é um choque com o “mundo árabe”, enquanto ainda não está liberto e iluminado pela modernidade ocidental, e de modo algum um distanciar-se do islamismo, que em si é visto com simpatia, enquanto sepultamento do cristianismo tradicional e não judaizante.

Conclusão

Tal leitura deve dar-nos de volta, em um tempo para nós tão triste, o orgulho de sermos totalmente e integralmente cristãos ou católicos romanos. As raízes judaico-cristã/romanas são uma mentira. Pode-se, ao contrário, falar de raízes comuns judaico-calvinistas ou EUA/israelenses. O judaísmo é completado pelo Talmud, enquanto o cristianismo romano o é pelo Novo Testamento, tal como compreenderam os Padres da Igreja e o sistematizou a Escolástica. O judaísmo não é a Bíblia, mas o talmudismo rabínico. Atualmente, com o Vaticano II assistimos a uma tentativa de protestantização da Igreja, que com a “colegialidade” realizou o próprio ódio luterano ao primado do Papa; com a “liberdade religiosa” o ódio à única verdadeira religião, fundada por Deus Filho; com o “ecumenismo” o ódio por intolerância doutrinal à Igreja Romana; e enfim com a pseudo-“reforma litúrgica”, feita junto com os calvinistas, se produziu um rito objetivamente [30] híbrido ou uma interseção bastarda (o Novus Ordo Missae de Paulo VI) entre dois ritos essencialmente diversos, o protestante e o católico. Tal protestantização é o fim próximo; o remoto é a judaização. Na verdade, a hermenêutica luterana leva a uma leitura não-cristã e filo-judaizante da Torá. Portanto, longe de ceder ao diálogo, em posição de inferioridade ou de “minoria deficiente” com relação aos “irmãos mais velhos”, devemos reivindicar o valor absoluto, único e autônomo do cristianismo petrino ou romano. Uma vez que Cristo é Deus e o provou com a sua Ressurreição, o diálogo inter-religioso judaico-cristão é uma “regressão ao talmudismo”, “uma apostasia ou incredulidade”, enquanto recusa implícita a Deus Filho e pois a Deus Pai e Espírito Santo.
• Infelizmente, tal diálogo é conduzido, depois de João Paulo II, também por Bento XVI, que no seu livro Muitas religiões e uma única Aliançaa relação judaico-cristã. O diálogo das religiões (Cinisello Balsamo, San Paolo, [1998], tr. it., 2007) escreve que: “Depois de Auschwitz, a tarefa de reconciliação e de acolhimento se representou diante de nós em toda a sua imprescindível necessidade” [31]. Depois – citando Jo. IV, 22, “a salvação vem dos judeus”, pronunciada por Jesus antes da sua Morte na cruz –, afirma, a respeito da Antiga Aliança, que “tal origem mantém vivo o seu valor no presente [depois da morte de Cristo, na Nova e Eterna Aliança]” [32]. Todavia, “não se pode ter acesso a Jesus [...] sem a aceitação do Novo Testamento” [33]. Donde para os judeus a salvação vir de Israel e do Talmud, enquanto para os gentios convertidos ao cristianismo vem de Cristo e do Novo Testamento. A Antiga Aliança, também segundo Bento XVI, jamais cessou (cf. João Paulo II,A Antiga Aliança jamais revogada, Mainz, 1981), na medida em que “‘Aliança’ significa apenas vontade divina e não um contrato bipartido” [34]. Donde, também se Israel foi infiel a Deus, Deus não poder dividir a Aliança, porque não é “um acordo recíproco” [35], para o qual Deus non deserit etiam si prius deseratur. É triste, mas para conhecer a doutrina católica sobre a relação entre cristianismo e judaísmo é preciso ir ao “catecismo” do rabino Jacob Neusner; enquanto para judaizar basta escutar as “midrash” de Bento XVI. Que estranha época esta: o judeu ensina o catecismo, apesar de não crer nele, enquanto o padre católico diz as “midrash”, e talvez até creia, ou pelo menos finja crer.
• Enfim, o ódio comum a Roma que caracteriza o judaísmo e o luteranismo é indicativo. A alternativa, portanto, é ou Roma ou a morte! Se cai (por absurdo) Roma, triunfam Tel Aviv e Nova York. O estado atual de embrutecimento da humanidade é fruto do domínio judaico-americanista do mundo. A salvação e a restauração do homem, da família e da sociedade será fruto milagroso do triunfo da Roma “imortal dos Mártires e dos Santos”! Nossa Senhora em Fátima prometeu: ”Por fim o Meu Coração Imaculado triunfará”. Cor Jesu adveniat regnum tuum, adveniat per Mariam.

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NOTAS

[1] Nasceu nos EUA em 1932. Professor de história e teologia do judaísmo no Bard College de Nova Iorque, e ordenado rabino no Jewish Theological Seminary”, é considerado o maior especialista vivo da leitura rabínica antiga. Muito interessante sua Disputa imaginária entre um rabino e Jesus. Que mestre seguir? [1993], tr. it. Casale Monferrato, Piemme, 1996; 2a. ed. Um rabino fala com Jesus, Cinisello Balsamo, San Paolo, 2007.
[2] J. Neusner, Judeus e cristãos. O mito de uma tradição comum, [1991], tr. it. Cinisello Balsamo, San Paolo, 2009, pg 7
[4] Ibidem, pp. 159-160.
[5] Ibidem, p. 9.
[6] Idem.
[7] Ibidem, p. 17.
[8] Ibidem, p. 31.
[9] Ibidem, p. 32.
[10] Ibidem, p. 33.
[11] Ibidem, p. 34.
[12] Idem.
[13] Idem.
[14] Os fatos de Auschwitz tornaram crônico um problema grave e impeliram a uma ação semelhante ao martírio, da parte dos intelectuais religiosos judeus e cristãos, para enfrentar aquele desafio [...]: “dar um sentido ao outro” (J. Neusner, cit., p. 158). Vale dizer que, apesar da diferença total entre judaísmo e cristianismo, você vai compreender “totalmente o outro a partir de si” (o cristão/o judeu e vice-versa) só a partir de Auschwitz ou da teologia da “shoah”. Donde, também da parte cristã, não se poder prescindir de enfrentar o fato, tornado hoje meta-histórico, da perseguição que sofreram muitos judeus na Europa entre 1942 e 1945. Tal estudo é conduzido seja historicamente (fonte histórica, documentos, fatos aclarados e testemunhos dos livros de história da Europa entre 1940 e 1945); seja cientificamente (meios de pesquisa e experimentos químicos-físicos e engenharia sobre as armas de crime: as câmeras de gás e os fornos crematórios e o corpo de delito: o que resulta realmente e objetivamente no lugar da perseguição); seja filosoficamente (mal absoluto/relativo); seja enfim teologicamente (“holocausto” de uma parte do judaísmo europeu ou o Holocausto redentor de Jesus Cristo). Não se pode voltar atrás, sob pena de ser chantageado e posto em situação de acusação com respeito a um fato que não se vai estudar para ver qual é a sua real entidade. Si non vis errare, debis velle scrutare.
[15] Ibidem, p. 35.
[16] Ibidem, p. 160.
[17] Ibidem, pp. 162-163.
[18] Ibidem, p. 176.
[19] Ibidem, p. 197.
[20] Ibidem, pp. 43-44.
[21] Ibidem, p. 72.
[22] Ibidem, p. 74.
[23] Idem.
[24] J. Neusner, op. cit., p. 110.
[25] J. Neusner, op. cit., p. 102.
[26] J. Neusner, op. cit., p. 81. Sobre a relação Roma, cristianismo e judaísmo, v. M. Goodman, Roma e Jerusalém. O encontro das civilizações antigas [2007], tr. Ii. Roma-Bari, Laterza, 2009. O Autor sustenta que Roma e Israel teriam podido coexistir sem problema. Todavia, em 66 d.C., sob Nero, os habitantes de Jerusalém haviam se recusado a ir em procissão para cumprimentar duas cortes do imperador, e foi assim que o procurador romano Géssio Foro mandou as suas tropas contra a multidão reunida no mercado superior da Cidade Santa e provocou a morte de 3.600 pessoas. A reação judaica foi fortíssima e levou à constituição de um Estado judaico independente de Roma, que já em 37 a.C. havia ocupado a Judeia. Quando Nero morre em 68, um general de nome Tito Flávio, filho do Imperador Vespasiano, que era naquele tempo o comandante na frente da Judeia, usou de mão de ferro para reprimir a revolta judaica e, depois de um ano de luta, em 70, destruiu Jerusalém e o Templo. Reprimiu também as três insurreições na Cirenaica, no Egito (72), e a de Massada (73). Aqui se inicia a parte mais interessante do livro (pp. 451-583), apesar de não livre de erros e unilateralidade, sobretudo no que diz respeito à origem da disputa entre o cristianismo e o judaísmo (pp. 584-666).  Uma vez antes, o Templo de Salomão havia sido destruído, em 586 a.C., por Nabucodonosor da Babilônia, mas em 539 Ciro da Pérsia venceu os babilônios e libertou os judeus, que estavam exilados na Babilônia, e concedeu a eles a reentrada em Jerusalém e a reconstrução do Templo; portanto, em 70 os judeus pensavam que aconteceria algo análogo: um Messias triunfante ou “Novo Ciro”, que  expulsaria os romanos e faria reconstruir Jerusalém e o Templo. Muitos piedosos e zelosos ou zelotes israelenses, influenciados pela literatura apocalíptica judaica, imaginavam e profetizavam que o “Novo Ciro” pudesse ser “Nero redivivo” (cf. Giuliano Firpo, A revolta judaica, Roma-Bari, Laterza, 1999). Naquele tempo se formou uma radical hostilidade e um feroz ódio antirromano na Judeia e em Jerusalém, mas Roma não concedeu aos judeus aquilo que usualmente concedia a todos os vencidos de religiões diversas: construir ou reconstruir seus templos. Foi assim que o Templo de Jerusalém não foi mais reconstruído, apesar da triplíce tentativa, que falhou todas as três vezes, do imperador Juliano, o Apóstata. Entre 115 e 116 ocorreu uma quarta insurreição judaica contra Roma, e enfim em 132-135, com o pseudo-messias Bar Kochba, a quinta e última, porque Adriano em 135 arrasou o que restava de Jerusalém e da Judeia, mudando o nome desta última para Síria-Palestina e o de Jerusalém para Aelia Capitolina. Nem os alemães, nem os britânicos, nem os panônios deixaram de ter uma pátria e uma capital para fazer suas rebeliões; só os judeus perderam uma e outra. Um jornalista do Sunday Times(Tom Holland) escreveu que “o século XXI foi forjado da queda, há quase dois mil anos, de Jerusalém” e – acrescentou – da tentativa de restauração de um Estado judeu em 1948, o qual inda não é a possuído pacificamente, mais anuncia uma nova tragédia terrível, que se adensa sobre nossas cabeças, em forma de guerra nuclear [...].
[27] “Bar Kochba tratava o céu com arrogância, pedido a Deus que não se intrometa […]. Bar Kochba destruiu a única proteção de Israel. O resultado era inevitável” (J. Neusner, op. cit., p. 86). Entretanto, deve dizer-se que o atual Estado de Israel foi construído (mas não terminado) pelas mãos do homem e não pela intervenção do Messias.
[28] A leitura apocalíptica judaica compreende os apócrifos proféticos do Velho Testamento (II séc. a.C.–II séc d.C.) e consiste em uma “ficção literária, de soi-disant previsões posteriores aos eventos, que não merecem maior crédito que os oráculos sibilinos” (Francesco Spadafora, Dizionario biblico, Roma, Studium, 3° ed., 1963, p. 41). Ela surge quando Israel atravessa seu período mais tempestuoso, desde a fúria de Alexandre Magno contra o Yahwismo até a destruição de Jerusalém por Tito (70) e Adriano (135). Alguns zelosos Yahwistas sentiram então necessidade de reencorajar os israelenses com duas futuras promessas para Israel, procurando manter viva sua esperança apesar do miserável estado presente. O apocalíptico “é projetado para alimentar o orgulho judaico, abalado pelas evidências, orientando para a aurora futura. [...] Israel será libertado e  vingado [...] imperará sobre os gentios dominados e pisados” (Antonino Romeo, entrada “Apocalittica letteratura”, em “Enciclopédia Católica”, vol. I, col. 1616). No futuro, depois da queda do penúltimo Império, que seria Roma, “Israel será liberto e vingado”. [...]. O interesse nacional é estendido à conclusão almejada: Deus de repente entra na luta final entre os gentios e Israel” (A. Romeo, idem, col. 1617); “tudo é restrito ao campo do nacionalismo e do temporal” (Francesco Spadafora, idem). O apocalipse judaico é uma espécie de revelação apresentada como antiga, oculta e esotérica (Francesco Spadafora, p. 42) e, segundo Mons. Antonino Romeo, “resultará em uma espécie de especulação cabalística [...] e de sincretismo gnóstico” (idem, col. 1625). “É repleta de ódio, frequentemente feroz, contra os gentios e de ardente simpatia por Israel”, escreve Marie Joseph Lagrange, (Le judaisme avant Jesus-Christ, 2a. ed., Paris, 1931, pp. 70-90). O apocalipse na sombra da mórbida expectativa da revolução futura, que liberará Israel da Roma pagã-cristã. Ele se deve à formação do mais aceso nacionalismo judaico (Francesco Spadafora), e deste derivará certo gnosticismo e o milenarismo (A. Romeo, idem, col. 1618) com a teoria da mitigaçao das penas e dos danos (cf. a aposcatátase de Orígenes, repetida entre 1940 e 1951 por Hans Urs von Balthasar + 1984 e Jean Daniélou + 1973), cf. B. Allo, Apocalypse, 3a. ed., Paris, 1933, pp. XXVI- XXXIV. Mons. Romeo conclui: “O Reino de Deus se reveste de um caráter nacionalista-terreno. […] O reino será deste mundo. […] mas o Messias é visto como um redentor espiritual, expiador dos pecados do mundo” (idem, col. 1618), e enfim: “Para os gentios o apolicapse é cruel e implacável, e toda a compaixão seria substituída pela fraqueza” (idem, col. 1969).
[29] J. Neusner, op. cit., pp. 118-119. Quanto às relações entre judaísmo talmúdico, islã e cristianismo, cf. Hana Zakarias, Vrai Mohammed et faux Coran, Paris, NEL, 1960; Id., De Moisés à Mohammed, Paris, 1955; J. Bertuel,L’islam: ses véritables origines, Paris, NEL, 1983-84, 3 vols.; B. Lewis, O renascimento islâmico, Bolonha, O Moinho, 1991; S. D. Goitein, Judeus e Arábes na história, Roma, Jouvance, 1980; J. Bouman, O Corão e os judeus, Brescia, Queriniana, 1992; R. Barkai, Chrétiens, musulmans et juifs dans l’Espagne médiévale, Paris, Cerf, 1994; M. Brenner, Breve história dos judeus, Roma, Donzelli, 2009.
[30] Quando se fala do Vaticano II como inaceitável e rejeitável, não se pretende englobar em tal constatação de heterodoxia objetiva a culpa e a punição subjetiva de quem o acolhe de boa-fé, pensando estar obedecendo. Assim como quando se constata a nocividade objetiva do Novus Ordo Missaee a sua abrogalidade não se quer nem minimamente ofender a quem o celebra em boa-fé, de forma reverente e com espírito de obediência, por ignorância inocente de sua carência doutrinal. “Não haja divisão entre nós” (anti-modernistas), mas reestudemos com atenção o “Breve exame crítico do NOM” com a “Carta de apresentação” dos Cardeais Antonio Bacci e Alfredo Ottaviani,  onde se podem ler severas considerações sobre sua não ortodoxia objetiva e onde se pede que seja ab-rogado por nocivo. Não nos deixemos distrair pela polêmica que surgiu quando se considerou ab-rogado o Vetus Ordo, por um abuso de poder [...]. Então (1976) foram ditas palavras fortes, mas pronunciadas no curso de homilias, sem possibilidade de se fazerem todas as devidas distinções. Não me parece correto culpar a Mons. Marcel Lefebvre por alguma frase extrapolada em seus sermões, e ver na Fraternidade São Pio X o “mal absoluto”, assim como me parece pueril a pretensão de alguns, por sorte poucos, “tradicionalistas” de transformar a Fraternidade na Igreja de Cristo. Também neste caso a sã lógica condena o sofisma ex uno disce multis.
[31] Op. cit., p. 9.
[32] Idem.
[33] Idem.
[34] Ibidem, p. 32.
[35] Idem.


DON CURZIO NITOGLIA
[Tradução: Gederson Falcometa]
6 de fevereiro de 2010

Saturday, March 11, 2006

Quais são os tradicionais católicos que pensam que Joseph Ratzinger seja "Papa Bento XVI"?

Em fila cerrada com a igreja conciliar, o aparato das notícias seculares assegurou ao público que Joseph Ratzinger, a.k.a., “Bento XVI,” é um “estrito conservador,” um “doutrinador,” e “radical.” Com efeito, para encenar essa peça convincentemente como um “amigo” da tradição católica, Ratzinger recentemente chicoteou o que ele chamou de “ditadura do relativismo”; denunciou a ordenação de mulheres como sendo um “sério ataque à unidade da Igreja”; e condenou a homossexualidade como “um mal moral”. Atirar uns poucos ossos como esses aos ingênuos católicos é aparentemente tudo que se toma para convencê-los que Ratzinger, que foi um membro do Modernista “grupo Rhine” no Vaticano II, é agora um campeão de ortodoxia católica.
E o que exatemente são as visões de Joseph Ratzinger, o ex-Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, nos básicos ensinamentos sobre a Igreja Católica? Para a resposta, o leitor não deve olhar para quaisquer revelações posteriors do livro de Ratzinger, “Principles of Catholic Theology; Building Stones for a Fundamental Theology,” 1987, Ignatius Press, San Francisco. As seguintes passagens, tiradas de seu trabalho, contam muito a respeito da fé do novo líder “conservador” da igreja conciliar:

Sobre a realidade histórica da Ressurresição de Jesus Cristo

“A Ressurreição não pode ser um evento histórico no mesmo sentido como [foi] a Crucifixão …” (Joseph Ratzinger, p.186)
Nota: O seguinte é uma proposição condenada pelo Papa Pio X através do “Lamentabili Sane”; A Condenação do Syllabus aos erros dos Modernistas: “No. 36. A Ressurreição do Salvador não é propriamente um fato de ordem histórica. È um fato de meramente ordem sobrenatural (nem demonstrado ou demonstrável) que a consciência cristão gradualmente derivou de outros fatos.”

Sobre a Verdade

“Tanto a interpretação católica quanto protestante tem cada qual seu significado; elas são verdadeiras em seu momento histórico … A Verdade se torna uma função do tempo ... fidelidade à verdade de ontem consiste precisamente em abandoná-la e assimila-la no interior da verdade hodierna … ” (Joseph Ratzinger, p.16)

“A verdade é qualquer que sirva ao progresso, isto é, qualquer que sirva à lógica da história.” (Joseph Ratzinger, p.17)

“… no fim das contas, sobre a verdade, ele [o homem] se torna um com seu ego.” (Joseph Ratzinger, p.300)

Nota: O seguinte é uma proposição condenada pelo Papa Pio X no “Lamentabili Sane”; O Syllabus Condenando os Erros dos Modernistas: “No. 58. A verdade é não mais imutável do que o próprio homem, posto que ela se desenvolveu com ele, nele, e através dele.”

Sobre a Igreja

“O batismo forma um vínculo entre a fé cristã e a religião das nações, que como religiões cósmicas procuram um Deus no elemento do mundo e estão realmente nessa trilha, apesar da distância.” (p.29)

“Nós mesmos nos tornamos incertos a respeito da fé Cristã.” (Joseph Ratzinger, p.42)

“A Eucaristia é a Igreja.” (Joseph Ratzinger, p.53)

Sobre o Ecumenismo

“O católico não insiste na dissolução da confissão protestante e a demolição de suas igrejas, mas deseja preferentemente que eles se tornem fortalecidos em suas confissões e em sua realidade eclesial.” (Joseph Ratzinger, p.202)

“A Congregação para Doutrina da Fé … propõe encontrar a crise por uma apresentação positiva da doutrina Católica...não excluindo aqueles que sustentam visões opostas.” (Joseph Ratzinger, p.229)

Sobre a Evolução

“O ímpeto dado por Teilhard de Chardin exerceu uma ampla influência. Com visão ousada incorporou o movimento histórico do Cristianismo no interior do grande processo cósmico da evolução.” (Joseph Ratzinger, page 34)

Nota: Em 30 de Junho de 1962, o Santo Ofício declarou os trabalhos de Teilhard de Chardin a “fartos em ... sérios erros como ofender a doutrina Católica ...” Em sua encíclica de 1950, “Humani Generis,” o Papa Pio XII denunciou as “… fictícias doutrinas da evolução que repudiam tudo que é absoluto, firme e imutável …”

Sobre o pecado

“Muita falsa ansiedade a respeito do pecado, criada por uma teologia moral de mente estreita, e também tão freqüentemente nutrida e encorajada por conselheiros espirituais, vinga-se hoje por liderar pessoas a respeitar o cristianismo do passado como um tipo de moléstia que deixou o homem constantemente em oposição a si próprio; em lugar de libertá-lo para abrir e livra-lo da ansiedade e cooperação com homens de boa vontade.” (Joseph Ratzinger, p.56).

“Moralidade e imoralidade parecem escravizar o homem a tornar-lhe infeliz e vazio.” (Joseph Ratzinger, p.141).

“O instinto histórico de Lutero está claramente provando-se correto.” (Joseph Ratzinger, p.141)

Nota: Martinho Lutero ensinou: “Seja um pecador e peque corajosamente, mas acredite e regozije-se em Cristo até mais corajosamente … Nenhum pecado nos separará do Cordeiro, até mesmo se nós cometermos fornicação e assassinar mil vezes em um dia.” (Weimar Edition, Vol. 2, p.372; “Letters I,” Luther’s Works, American Edition, Vol. 48, p.282.)

Em 3 de Janeiro de 1521, Lutero foi condenado pelo Papa Leão X com a bula papal de excomunhão, “Exurge Domine.”

Mais sobre o mesmo

Até aqui, Joseph Ratzinger nunca repudiou as idéias em seus trabalhos publicados já citados, não abjurou suas grosseiras heresias, não desmentiu mesmo suas blasfema negação da central doutrina da fé Católica [a eucaristia]. Ainda seus seguidores incluem muitos católicos novus ordo “conservadores”, e até alguns “tradicionalistas”. Eles parecem inconscientes dessa deserção da Fé em Jesus Cristo, ou mesmo se eles estão conscientes disso, têm imaginado através de desejoso pensamento que ele corrigirá o curso, e produzirá uma parada na direção que o Vaticano tem sido conduzido durante os últimos 47 anos.

O “rei” messiânico

Para o novo usurpador dos aparatos papais há ultimo objetivo – ceder o que é deixado de elementos cristãos na sociedade sobre o futuro político e religioso líder dos Judeus, o por muito aguardado “rei” dos Judeus, que será saudado pelos líderes rabínicos como seu “messias” – e também pelos iludidos evangélicos protestantes, como o “messias” cristão retornado à Terra para governar o mundo por mil anos. Os “messias” judeus e envagélicos, até então, terão emergido no interior da mesma pessoa, posto que a crença em um reino messiânico de mil anos, conhecido como “Milenarismo”. Como chefe da Pontifícia Comissão Bíblica, Joseph Ratzinger forneceu um gigante endosso ao messianismo judaico-protestante, através de sua publicação em novembro de 2001 de um relatório de 214 páginas, “O Povo Hebraico e Suas Sagradas Escrituras na Bíblia Cristã.” Esse blasfemo ensaio nega que Jesus Cristo deveria ser visto como o único cumpridor das profecias dos sábios do Antigo Testamento a respeito do verdadeiro Messias e Redentor do mundo. Repito: Cristo não é mais considerado como o único “messias” da humanidade. Na luz do “Holocausto”, o relatório sustenta que os Judeus esperam seu “messias”, que ainda está para vir, é legítimo, efetivo e salvítico para eles. A Comissão Bíblica de Ratzinger triunfantemente declara: “… a espera judaica messiânica não é em vão.” (Veja: http://www.jewishvirtuallibrary.org/...Ratzinger.html) No prefácio, Joseph Ratzinger escreve:“ …Podem os Cristãos, depois de tudo ter acontecido, ainda reclamar em boa consciência serem os legítimos herdeiros da Bíblia de Israel? Tem eles o direito de propor uma interpretação Cristã dessa Bíblia, ou deveriam, em lugar disso, respeitosamente e humildemente, renunciar e reclamar que, na luz do que aconteceu, deve-se olhar como uma usurpação? A segunda questão segue a primeira: Em sua apresentação dos Judeus e do povo Judeu, o Novo Testamento mesmo não contribuiu para criar uma hostilidade em direção ao povo Judeu que forneceu um apoio à ideologia daqueles que desejavam destruir Israel? … Na luz do que aconteceu, o que deve emergir agora é um novo respeito para a interpretação Judaica do Antigo Testamento. Nesse assunto, o Documento diz duas coisas. Primeiro, declara que “a leitura Judaica da Bíblia é possível, em continuidade com as Escrituras Judaicas do período do Segundo Templo, uma leitura análoga à leitura Cristã, que desenvolveu-se em modo paralelo” … Acrescenta que Cristãos podem aprendem um grande porção de uma exegese Judaica praticada por mais de 2000 anos; em troca, os Cristãos poderiam desejar que os Judeus possam lucrar com pesquisa exegética Cristã … Eu penso que essa análise se provará bem sucedida para a busca do diálogo Judaico-Cristãos, bem como para o interior da formação da consciência Cristã …”

Assim, com uma canetada, Ratzinger tentou cancelar os 2000 anos de ensinamentos Cristãos sobre a Sagrada Escritura, relativos aos eventos históricos recontados no Antigo Testamento, e sua conexão com Jesus Cristo. Exemplos incluiriam a fundação do Pacto entre Deus e o Patriarca Abraão; a liberação do cativeiro egípcio dos antigos Israelitas por Moisés, e; o estabelecimento da linhagem real de David. Com efeito, tudo tinha um propósito: trazer o único, verdadeiro Redentor da humanidade no interior do mundo, finalmente e de modo claro realizou-se na Pessoa de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Somos nós agora que acreditamos que os “Judeus [p.e., Farisaica e do Sinédrio] interpretação da Bíblia,” que desdenhosamente nega a Divindade de Cristo, é “uma opção possível”? O que é que os Católicos podem “aprender … de uma exegese Judaica,” que para esse dia, de maneira blasfematória, zomba o Sagrado Nome de Jesus como: Otho Isch (“aquele homem”); Talui (“aquele que foi pendurado”), Peloni (“um certo alguém”) e; Jeschu (uma contração das primeiras duas letras da expresão habraica, Immach Schemo Vezikro – “poderia esse nome e memória ser esquecido”) – e degrada a honra sagrada de Nosso Senhor com difamações tais como, “um tolo”, “um conjurador”, e “um sedutor”? (Ver: http://holywar.org/txt/talmud_unmasked.html, “O Talmud Desmascarado,” pelo Padre Justin B. Pranaitis) É isso que Ratzinger tem em mente para “a formação interior da consciência Cristã”?
Os próprios líderes judeus reconhecem a direta assistência que eles têm recebido de Joseph Ratzinger para mudar o pensamento católico e mesmo a teologia para completar seus objetivos e combater o “anti-Semitismo”, um termo cunhado pela sinagoga que foi primorosamente definido pelo Padre Denis Fahey, em 1950, como qualquer coisa que impede o processo de substituir o Cristianismo pelo “naturalismo Judaico.” Na mesma disposição, “relações” Católico-Judaicas é uma palavra código para a traição da Igreja de Cristo sob os propósitos dos Seus inimigos. No dia da eleição de Ratzinger, Rabbi Israel Singer, o website do Presidente do Congresso Mundial Judaico relatou:
“O Papa Bento XVI, como ele será chamado agora, era o gênio predecessor para a doutrina Católica de João Paulo, mas também para o processo de reconciliação com os Judeus. Rabbi Israel Singer, presidente do Congresso Mundial Judaico, chamou o Papa Bento XVI de ‘o arquiteto da política de relações completas com Israel.’ Ele acrescentou que Ratzinger tinha ‘fornecido o apoio teológico para muitos dos maiores avanços nas relações Judaico-Católicas no último quarto do século. Nós olhamos para a continuidade de nosso diálogo com o Papa Bento XVI.’”
(http://www.worldjewishcongress.org/d...m#article_3919)No mesmo dia, Rabbi David Rosen, que foi uma figura chave no estabelecimento das relações diplomáticas entre Israel e o Vaticano em 1993, disse a respeito de Ratzinger:

“… Ele argumentou que … o fato que Judeus não aceitem Jesus não deve parecer como um ato de rejeição de Deus, mas como parte do plano de Deus para lembrar o mundo que a paz e a salvação para toda humanidade ainda não veio. Isso é impressionante. Ele tomou algo que foi a fonte da maior condenação do Judaísmo e do povo Judaico sob as eras e deformou-o em algo de uma natureza teológica positiva.” (Ver: http://www.haaretz.com/hasen/objects...?itemNo=567125)
Tanto Judeus “Reformistas” e “Ortodoxos” rejeitam a divindade de Cristo. Ainda, líderes Judaicos pedem reconhecimento dos líderes Cristãos que sua religião é legítima. Implícito nesse reconhecimento está que a negação da divindade de Cristo é legítima. Mas, ou Cristo foi divino ou Ele não foi, e desta forma, ou os Judeus o rejeitam que ele foi legítimo ou não. É, portanto, impossível que tanto Cristianismo quanto Judaísmo sejam legítimos ao mesmo tempo. Em seu monumental trabalho, “O Ano Litúrgico,” o eminente Beneditino estudioso da Escritura, Dom Prosper Gueranger, explica que no momento os alto sacerdotes Judeus e seus seguidores declararam a Pilatos, “Nós não temos nenhum rei que não César,” a religião Judaica não mais tem qualquer razão para sua existência.

Comercializando lugares

Dos testemunhos dos rabbis citados acima, está claro que o grande plano de Herr Ratzinger não pode ser outro senão “Judaizar” os Católicos restantes no mundo e completar o processo de deformar a igreja conciliar na Sinagoga de Satã.

Dito, criou-se a própria “igreja” Talmúdica, cuja primeira tarefa foi exonerar os Judeus da responsabilidade pela Crucifixão de Cristo, com Aqueles que eles então comercializariam lugares, de perpetradores a vítimas. Sob a direção de Ratzinger, o Vaticano liberou em 2000, “Memória e Reconciliação: A Igreja e as Falhas do Passado,” que sugeriu que a perseguição nazistas dos judeus foi facilitada pelos “preconceitos cristãos anti-judaicos”. (See: www.ijn.com/news.htm#story5)

Agora, com o novo líder máximo do Vaticano em lugar, cujas múltiplas heresias são públicas e nunca foram renunciadas por ele, a igreja conciliar pode ser esperada continuar seu trabalho de desmantelar a religião fundada por Jesus Cristo. Mas é um bem-conhecido princípio na Lei Canônica que somente um homem, batizado membro da Igreja pode ser cabeça da Igreja. Somente uma heresia é suficiente para colocá-lo para fora da Igreja. Assim, aquele que não é um membro da Igreja não pode também ser cabeça da Igreja. O que então os tradicionais católicos pensam sobre esse homem que agora reclama o trono papal e a liderença da Igreja de Cristo? E o que a Igreja decretou a respeito daqueles que apostataram da Fé dainte da tentative de ocupar a Sé de Pedro?

A resposta da Igreja

Aqui abaixo está um excerto da bula papal do Papa Paulo IV, “Cum ex apostolatus officio,” de 1559, que descreve as repercussões de uma tal infeliz ocorrência, e o que deverá ser a responsabilidade dos fiéis para uma calamidade como a que o mundo católico encara hoje:

“6. Em acréscimo, [por essa Nossa Constituição, que é para permanecer válida na perpetuidade, Nós promulgamos, determinamos, decretamos e definimos:-

que se sempre em qualquer tempo deverá parecer que qualquer bispo, mesmo aquele que esteja agindo como um Arcebispo, Patriarca e Primaz; ou qualquer Cardeal da já citada Igreja Romana, ou, conforme já tendo sido mencionado, qualquer legado, ou mesmo o Romano Pontífice, anterior a sua promoção ou sua elevação como Cardeal ou Romano Pontífice, desviou-se da Fé Católica ou caiu em alguma heresia:

(i) a promoção ou elevação, mesmo que venha a ter sido incontestada e pelo assentimento unânime de todos os Cardeais, virão a ser nulos, evitado e sem valor;

“…7. Finalmente, [por essa Nossa Constituição, que é para permanecer válida em perpetuidade, Nós] também [promulgamos, determinamos, definimos e decretamos]:-
que quaisquer e todas as pessoas que tenham sido sujeitas àqueles assim promovidos ou elevados se eles não tiverem sido previamente desviado da Fé, se tornado herético, incorreram em cisma ou provocaram ou cometeram qualquer coisa ou tudo isso, serem eles membros de quais sejam as seguintes categorias:
(i) o sacerdócio, secular e religioso;
(ii) a laicidade;
(iii) os Cardeais, até aqueles que terão tomado parte na eleição desse bastante Pontífice previamente desviado da Fé ou herético o cismático, ou que venha, de outra forma, a ter consentido e concedido obediência a ele e terão o venerado;
Para maior confusão, demais a mais, daqueles assim promovidos ou elevados, se esses venham a ter desejado prolongar seu governo e autoridade, eles venham a ser permitidos requerer a assistência do braço secular contra esses mesmos indivíduos assim promovidos ou elevados; não venham aqueles que retiram-se dessa consideração, nas já mencionadas circunstâncias, de fidelidade e obediência àqueles assim promovidos e elevados, estar sujeitos, como são aqueles que choram na túnica do Senhor,.

“…10. Ninguém em tudo, portanto, pode infringir esse documento de nossa aprovação, re-introdução, sanção, estatuto e derrogação de vontade e decretos, ou pela imprudente contradição. Se qualquer um, porém, devesse presumir tentar isso, venha saber que ele está destinado a incorrer na ira do Deus Todo-Poderoso e dos benditos apóstolos, Pedro e Paulo”

Para estar seguro, não há atualmente nenhum braço secular para quem o mundo católico poderia apelar para remover o usurpador do Vaticano, muito embora os crimes do corrente ator estejam bem longe daqueles cometidos nos séculos passados, aqueles que foram expulsos de Roma pelo povo da Cidade Eterna. Nossa Senhora de La Salette profetizou: “…a Igreja estará em eclipse … Roma perderá a Fé e se tornará o assento do Anticristo.” Conforme Anna Catherine Emmerick disse, “Eles [os fiéis] devem rezar sobre todos para a Igreja da Escuridão deixar Roma.” (Yves Dupont, “Catholic Prophecy,” p.64.)

Em seu clássico de 1941, livro auto-publicado, “Os Profetas de Nosso Tempo,” o Padre Gerald Culleton incluiu uma previsão atribuída a “Merlin,” um místico do século XVII, que parece impressionante aos informados católicos de hoje:

“Virá um Anti-Papa Alemão. Itália e Alemanha serão dolorosamente perturbadas …” (Padre Gerald Culleton, “The Prophets and Our Times,” 1941, Fresno California, p.132.)Sem a guia da verdadeira Igreja de Jesus Cristo, que está agora em eclipse, o mundo continuará em sua espiral descendente, rumo a inevitável destruição. Aqueles que emergem das cinzas e são permitidos pelos Céus permanecerem vivos até o próxima era do mundo, terão a consolação de serem concedidos pela intervenção divina um verdadeiro e santo pontífice, prometido pelos santos, que dirigirá os fiéis nas tarefas que esperam por eles, para reconstrução a ordem católica social e a muito esperada restauração da Igreja antes do fim do mundo. A seguinte profecia atribuída a Bendita Anna Maria Taigi dá alguma dica do que os fiéis poderiam estar prontos a esperar nos dias adiante:

“… Depois de [três dias] de escuridão, São Pedro e São Paulo descerão para pregar por toda a terra. Uma grande luz emanando deles descansará sobre aquele que Deus escolheu para o futuro Papa … A Rússia será convertida assim também será Inglaterra e China; e todas as nações regozijarão em contemplar esse esplêndido triunfo da Igreja. Então será cumprida a profecia de Nosso Senhor: ‘Haverá um aprisco e um Pastor.’” (The Life of Venerable Anna Maria Taigi, The Roman Matron, 1873, pp.397-398)
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