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Friday, April 08, 2022

Exterminar os goyim é a base da cabala

A mancha de "anti-semitismo" desvia a atenção da sombria realidade - o ódio na realidade emana Judeus cabalistas e seus agentes maçons na forma de um ataque simultâneo ao nosso gênero, raça, identidade religiosa e nacional.

Judeu ou não, se você não é um "anti-semita" no sentido de se opor a essa diabólica agenda, você é um tolo que vai pagar caro por sua conformidade e ignorância.

Ted Pike, 74 anos, prestou um serviço heróico à humanidade ao longo de uma carreira missionária de 30 anos.  Em 1988, ele enviou 15.000 exemplares deste livro para evangelistas cristãos, graças à generosidade de um doador anônimo. Ele foi fundamental para impedir que leis de ódio fossem aprovadas na década de 1990 com 750 transmissões de rádio.  Seu vídeo Sionism & Christianity-Unholy Alliance é a chave para entender nosso mundo.  Artista e escultor, ele está atualmente envolvido em um projeto para demonstrar a mão de Deus na natureza, especificamente pássaros e animais.  Ele considera Donald Trump uma fraude.  Este livro pode ser adquirido enviando $ 24,95 para Ted Pike PO Box 828 Clackamas OR 97015

por Henry Makow

Exorto-vos a ler Israel: Our Duty...Our Dilemma (1984), de Ted Pike, para compreender plenamente o perigo em que a humanidade se encontra hoje. O ensinamento essencial do livro mais sagrado do judaísmo, a Cabala, é que os não-judeus constituem um impedimento ao progresso e deve ser subjugado ou exterminado. Essa ideologia provavelmente explica muito da trágica história da humanidade e da destruição iminente.

Apenas judeus "religiosos" estão cientes dessa agenda, mas eles estão no controle do Ocidente através de seu controle do sistema bancário e da Maçonaria.  O fato de Trump estar cercado por esses judeus e constantemente fazer sinais maçônicos com as mãos sugere que sua oposição ao globalismo é uma distração de sua missão real, desencadeando o Armagedom sobre os goyim.

Claro, todos nós esperamos que não seja assim.

Poucas pessoas dedicam tempo para ler a Cabala. Ted Pike fez e delineou suas descobertas no Capítulo 12, The Conspiracy of the Kabbalah." (110-123)

A Cabala é "uma tentativa dos fariseus e seus descendentes de arrancar o controle deste mundo de Deus e entregá-lo a si mesmos".

Esta é a definição de satanismo - suplantar Deus. O judaísmo em seu coração cabalista é o satanismo. É por isso que você não precisa acreditar em Deus para seguir o judaísmo.

ÓDIO GOYIM

De acordo com a Cabala, os gentios por sua própria existência são um impedimento ao domínio judaico e ao Céu na Terra. "Os cabalistas vêem o extermínio dos gentios como um processo necessário para restaurar a ordem no universo. O gentio é uma forma de demônio... o próprio Satanás."

Pike cita Cabala: "Quando Deus se revelar, eles serão varridos da face da terra." (I Ber. 25b)

Até aquele dia abençoado, os judeus continuarão definhando e se sentindo oprimidos pelos goyim.

"Homem" no Antigo Testamento refere-se apenas aos judeus. Como o homem conquistará o mundo?

"Por engano e trapaça sempre que possível. Eles devem ser combatidos sem cessar até que a ordem adequada seja restaurada. É com satisfação que digo que devemos nos libertar deles e dominá-los." (I, 160a, Pranaitus Trans. p.74)

Isso é assustador, considerando quem controla as armas de engano em massa.

Quando a dominação judaica do mundo ocorrer, o Messias "exibirá Sua força e os exterminará do mundo". (III, Schemoth, 7 e 9b, de Pauly.)

"Quando estes forem exterminados, será como se Deus tivesse feito o céu e a terra naquele dia..." (I, Ber. 25b)

"No momento em que o Santo ... exterminará todos os goyim do mundo, somente Israel subsistirá, assim como está escrito, somente o ord parecerá grande naquele dia." Vayschlah, follo 177b de Pauly, Webster p.373.

A Cabala recomenda o extermínio dos gentios como o mais alto dever religioso.  Só então os judeus poderão florescer.

A maioria dos judeus desconhece essa agenda diabólica e certamente não compartilha desses objetivos.  No entanto, esta subjugação dos goyim é a essência do "globalismo" e da Nova Ordem Mundial.

O "povo escolhido" é o golpe final.  Não gosto de parecer alarmista, mas esta é a melhor explicação dos eventos mundiais passados e presentes.  Perdemos a capacidade de reconhecer o mal e chamá-lo pelo nome.  Não se trata de uma diferença de opinião.  Isso é sobre o bem e o mal.

Deixe-me falar sobre o mal.  O mal está fora para destruir tudo de bom, incluindo você e tudo o que você ama.

E lembre-se, muitos cabalistas são maçons.  Estes são os gentios que querem um lugar à mesa e venderam suas almas ao diabo.  Foram/são indispensáveis. Estamos falando de uma conspiração satanista generalizada.  Vamos nos concentrar em satanistas em vez de embusteiros judeus.

Se esta agenda está de fato por trás dos eventos mundiais, é hora de a humanidade sair de sua complacência e organizar sua defesa.

Tuesday, September 09, 2014

A “regressão” judaizante do Vaticano II: A “mentira” do Judaico-Cristianismo


Prólogo

Saiu recentemente em italiano um interessante livro do rabino Jacob Neusner [1], que volta a 1991 (Jews and Cristians. The Myth of a Commun Tradition) com respeito à relação entre judaísmo e cristianismo. É decididamente um livro contra a corrente, porque sustenta e – estou certo – prova que “entre judaísmo e cristianismo […] não existe e nunca jamais existiu um diálogo. O conceito de uma tradição judaico-cristã […] é somente um mito, no pior sentido: uma mentira” [2].

• Segundo o Autor, as duas religiões “não compartilham temas comuns” e, “se a Escritura pode fornecer uma base comum, conduziu apenas à divisão, porque o Antigo Testamento serve ao cristianismo somente enquanto prefiguração do Novo, e a Torá escrita para o judaísmo pode e deve ser lida somente na óptica de cumprimento e completamento total da Torá oral [Cabala e Talmud colocados só em um segundo tempo por escrito, ndr]” [3]. Na verdade, “os cristãos comumente supõem que o judaísmo seja a religião do Antigo Testamento, mas isto é verdadeiro só em parte, e portanto completamente falso. [...] O cristianismo faz apelo ao Antigo Testamento, em dialética com o Novo, como parte da Bíblia; o judaísmo lembra a Torá escrita em dialética com aquela oral [Cabala e Talmud]” [4].
• Ele define a relação entre as duas religiões como de “gentes diversas [rabinos e bispos] que dizem coisas diversas [Israel e Cristo] para gentes diversas [judeus e cristãos]”[5]. E conclui: ”Ora, não existe, nem jamais existiu, uma tradição judaico-cristã” [6]. Na verdade, o cristianismo se ocupa da salvação, que diz respeito à humanidade inteira, enquanto o judaísmo se ocupa da santificação da nação de Israel [7]. Neusner, com muita honestidade intelectual e clareza, fala de “autonomia do cristianismo e da sua unicidade absoluta” [8]. Desfeita a teoria segundo a qual o cristianismo seria um judaísmo reformado, decorre analogamente a relação entre protestantismo e catolicismo: ”O nosso século foi testemunha de um erro teológico fundamental […]. Falando abertamente, trata-se, ademais, de um erro protestante. O erro teológico foi o de apresentar o cristianismo como uma reforma histórica, uma continuação do judaísmo” [9]. Tal erro é imputável não só ao protestantismo, mas também à exegese modernizante e modernista do século XX, e a sua consequência foi deletéria para a doutrina católica. Na verdade, estando assim as coisas, “os cristãos [...] se encontram em uma posição subordinada [...], tornando-se não o verdadeiro Israel [...], mas simplesmente um Israel por defeito, isto é, por defeito do velho Israel” [10]. Em suma, uma espécie de irmãos menores e deficientes. A teologia cristã judaizante, de origem luterana, apresentava o novo protestantismo como um velho catolicismo reformado, e o verdadeiro cristianismo de origem como um velho judaísmo reformado. Por isso, a nova teologia modernista e neomodernista, canonizada por Nostra Aetate, recuperando o erro exegético–teológico luterano, apresenta “a vida de Jesus em linha com o judaísmo do seu tempo, e a salvação de Cristo como um evento interno ao judaísmo do século I” [11]. Daí, para compreender o Evangelho, tem-se afirmado, ser necessário interrogar o Talmud e os rabinos [12]; enquanto a doutrina tradicional dos Padres e do Magistério constante da Igreja ensinava que “no” Antigo Testamento está escondido o Novo e no Novo Testamento aparece claro e significado o Antigo (S. Agostinho, Quaest., in Hept., II, 73).  

• O Autor explica que o ambiente católico foi contaminado por tal tendência depois da tragédia da Segunda Guerra Mundial em razão de certa avaliação feita pelo nacional-socialismo “sobre a herança judaica da Igreja e do cristianismo [...], levando em conta a tragédia do cristianismo na civilização da Europa cristã, pervertida pelo nazismo. [...] Todos estavam animados de boas intenções [...]. Mas o resultado é uma leitura não cristã do Novo Testamento” [13]. Donde, em outro lugar, aprofundar o problema do condicionamento psicológico súbito do ambiente católico depois da segunda grande guerra e especialmente depois da shoah, que levou a uma leitura do Novo Testamento de forma não cristã, mas judaizante [14]. Na verdade, se se abstraem estas premissas histórico-teológicas, não se pode compreender aquilo que ocorreu no Vaticano II e no pós-concílio. O fato, et contra factum non valet argumentum, é que a leitura ou hermenêutica modernizante, como a luterana, do Novo Testamento “não é cristã”. Enquanto “apela às fontes judaicas, [...] tal hermenêutica deriva da teologia de um cristianismo como continuação e puro melhoramento do judaísmo” [15]. Em vez disso, o cristianismo é algo único, absoluto, autônomo, e de modo algum uma reforma do hebraísmo.

• O Autor rejeita totalmente a doutrina segundo a qual “Jesus era judeu e, portanto, para compreender o cristianismo, os cristãos deveriam chegar a um acordo com o cristianismo” [16]. O verdadeiro cristianismo é aquele que “pode tomar a si mesmo como o tomavam os Padres da Igreja, como novo e não contingente, [...] não como subordinado ao judaísmo. Judaísmo e cristianismo são religiões em tudo diferentes e com pouco em comum” [17]. Para o cristianismo Deus é uno na sua natureza, mas trino nas Pessoas, e Jesus é Deus encarnado no seio da SS Virgem Maria; enquanto o judaísmo não aceitou tal Evangelho ou Boa Nova trazida por Cristo e seus Apóstolos e continua a negar a SS. Trindade e a divindade de Cristo, fundando-se sobre a santidade de Israel como família carnal descendente geneticamente de Abraão. Neusner diz que, se o cristianismo é único, também o judaísmo se acredita tal, donde concluir pela inutilidade do diálogo entre as duas religiões, diametralmente opostas, ainda que fundadas – em parte – sobre uma base semi-comum: o Antigo Testamento, que, porém, é lido pelo judaísmo à luz do Talmud, considerado mais importante que a Torá [18], enquanto pelo cristianismo é estudado à luz do Novo Testamento. Em razão disso, “não podemos referir a Bíblia quando falamos de judaísmo” [19]. O rabino americano não esconde que “o cristianismo não é tal porque melhorou o judaísmo […]. Mas porque constitui um sistema religioso, autônomo, absoluto e único. […], judaísmo e cristianismo são duas religiões em tudo diversas” [20]. Viva a face da sinceridade e abaixo a mentira do ecumenismo judaico-cristão, que é a “quadratura do círculo” ou a “coincidentia oppositorum” feita “Congregação Permanente”.

• O problema central, segundo Neusner, não é o das “raízes comuns”, de que falaremos a respeito, mas o da divindade de Jesus Cristo. Na verdade, pergunta-se honestamente o rabino, “Jesus é o Cristo? Se é assim, então o judaísmo cai. Se não é assim, então o cristianismo erra” [21]. Ele cita Eusébio de Cesaréia (tr. it. História Eclesiástica, Milão, Rusconi, 1979) e São João Crisóstomo (tr. it. Homilia contra os judeus, Verrua Savóia, CLS, 1997), o qual falava de “regressão cristã ao judaísmo” acerca daqueles  cristãos que frequentavam ainda a sinagoga e os cultos judeus em Antioquia em 386-387, um “retorno à infidelidade judaico-talmúdica”. A mesma acusação feita no século IV por Crisóstomo aos judaizantes de Antioquia se pode fazer hoje aos judaizantes do Vaticano II (Nostra Aetate, 1965) e do pós-concílio (Oração da sexta-feira Santa, do Novus Ordo Missae de Paulo VI, 1970; A antiga aliança jamais revogada de João Paulo II em Mainz em 1981; os judeus nossos irmãos maiores e prediletos na fé de Abraão, João Paulo II em 1986; e até ao Discurso à sinagoga de Roma, de Bento XVI, 17 de janeiro de 2010). Tertium non datur: se Cristo é Deus, o judaísmo cai; se não é Deus, erramos nós cristãos por dois mil anos, devemos reconhecê-lo publicamente, pedir perdão a Deus e aos homens e enfim formar “prosélitos da porta” ou “noachidi” (v. Elia Benamozegh e Aimé Pallière). O diálogo judaico-cristão é inútil, daninho, injurioso, falso e mentiroso. O mesmo diz ainda o rabino Jacob Neusner. Ele concorda com Crisóstomo só quanto ao fato de que o judeu-cristianismo ou o judaizar-se, para os cristãos, é um “ato de apostasia, incredulidade e recusa de Deus [Cristo]” [22]. Crisóstomo temia, justamente, que os cristãos de Antioquia se mostrassem “rendidos de respeito ao judaísmo” [23]. A mesma apreensão, et multo magis, a demonstra Neusner em relação ao diálogo judaico-cristão, no qual a religião cristã já não se considera aquilo que é, mas uma pseudorreforma proto-luterana do judaísmo. À doutrina cristã tradicional segundo a qual Cristo é Deus e previu em 33 a destruição de Jerusalém e de seu Templo, o que sucedeu em 70, o judaísmo respondia no século IV, pela boca de seus sábios ou rabinos, que Roma tornada cristã no século IV é o penúltimo Império depois da Babilônia, da Medo-Pérsia, da Grécia e será seguido do de Israel, o último e definitivo, como família genética de Abraão, que dará morte à Roma primeiro pagã e depois cristã, sendo “o caráter de Roma principalmente cristão” [24]:  “Os sábios [ou rabinos] afirmam que Israel segundo a carne [...] permanece em estado incondicionado e perene. Não deixa nunca de ser filho [físico], e filho dos próprios genitores. Assim, Israel segundo a carne constitui a família, na sua forma mais física, de Abraão, Isaac e Jacó [...]; a total e completa “geneaoligizzazione” de Israel” [25], como se vê, é uma questão genética ou de estirpe, que fala de “raça”, estirpe, sangue e somente do judaísmo rabínico, e não – como seriam os “antissemitas” – o cristianismo. Portanto, mostra-se quão tola é a acusação de antissemitismo feita à Igreja por eméritos trombones, impelida por algumas estúpidas e soi-disant raposas.

• “Israel provocará a queda de Roma [ex-pagã e depois, com Constantino, cristã, 313]” [26]. Portanto, para os rabinos, Israel não está terminado, mas suplantará Roma e o cristianismo. Segundo o Autor, a queda de Jerusalém foi causada pela arrogância dos judeus zelotes do século I, os quais, especialmente com Bar Kochba, se recusaram a entregar-se à providência divina e quiseram edificar um Reino de Israel com suas forças naturais e político-militares. Tal arrogância provocou da parte divina o abandono de Israel nas mãos de Roma, que de pagã se tornou depois cristã, e no século IV pareceu que o cristianismo romano houvesse triunfado sobre o judaísmo [27]. Mas a apocalíptica judaica [28], voltando ao fim dos últimos tempos, cobrou a restauração do reino de Israel e tentou derrubar tal “teologia da história” cristã. Ora, a mesma situação foi criada com o nascimento do Estado de Israel, que é obra da política e das armas e não do Messias judaico, e por isso também para os rabinos ortodoxos hodiernos o sionismo representa uma ameaça a Israel, como aconteceu em 70. Pois bem, este tema merece ser aprofundado em um próximo artigo.

• Também a consideração que Neusner faz sobre o islamismo, em um tempo de arabefobia e das raízes européias judaico-cristãs e anti-islâmicas, são interessantes, profundas e corajosas. Na verdade, ele escreve: “Como sabemos [apesar do aparente triunfo do cristianismo, com os imperadores romano-cristãos, a partir de Constantino e Teodósio] que venceu o judaísmo dos sábios [ou rabínico-talmúdico]? Porque quando, à sua volta, vence o islã [VII-VIII século] o cristianismo se retira do Oriente Médio e do Norte da África. Sem dúvida o cristianismo resistiu, mas não como a religião majoritária do Oriente-Médio romano e do Norte da África [...]. Mas o caráter islâmico do vizinho do Oriente-Médio e do Norte da África  nos conta a história do que aconteceu realmente: uma derrota para o cristianismo [...]. A cruz reinou apenas nos lugares aonde não foi o Islã e o seu poderio militar” [29]. Portanto, o atual “conflito de civilização”, querido pelos EUA e por Israel, é um choque com o “mundo árabe”, enquanto ainda não está liberto e iluminado pela modernidade ocidental, e de modo algum um distanciar-se do islamismo, que em si é visto com simpatia, enquanto sepultamento do cristianismo tradicional e não judaizante.

Conclusão

Tal leitura deve dar-nos de volta, em um tempo para nós tão triste, o orgulho de sermos totalmente e integralmente cristãos ou católicos romanos. As raízes judaico-cristã/romanas são uma mentira. Pode-se, ao contrário, falar de raízes comuns judaico-calvinistas ou EUA/israelenses. O judaísmo é completado pelo Talmud, enquanto o cristianismo romano o é pelo Novo Testamento, tal como compreenderam os Padres da Igreja e o sistematizou a Escolástica. O judaísmo não é a Bíblia, mas o talmudismo rabínico. Atualmente, com o Vaticano II assistimos a uma tentativa de protestantização da Igreja, que com a “colegialidade” realizou o próprio ódio luterano ao primado do Papa; com a “liberdade religiosa” o ódio à única verdadeira religião, fundada por Deus Filho; com o “ecumenismo” o ódio por intolerância doutrinal à Igreja Romana; e enfim com a pseudo-“reforma litúrgica”, feita junto com os calvinistas, se produziu um rito objetivamente [30] híbrido ou uma interseção bastarda (o Novus Ordo Missae de Paulo VI) entre dois ritos essencialmente diversos, o protestante e o católico. Tal protestantização é o fim próximo; o remoto é a judaização. Na verdade, a hermenêutica luterana leva a uma leitura não-cristã e filo-judaizante da Torá. Portanto, longe de ceder ao diálogo, em posição de inferioridade ou de “minoria deficiente” com relação aos “irmãos mais velhos”, devemos reivindicar o valor absoluto, único e autônomo do cristianismo petrino ou romano. Uma vez que Cristo é Deus e o provou com a sua Ressurreição, o diálogo inter-religioso judaico-cristão é uma “regressão ao talmudismo”, “uma apostasia ou incredulidade”, enquanto recusa implícita a Deus Filho e pois a Deus Pai e Espírito Santo.
• Infelizmente, tal diálogo é conduzido, depois de João Paulo II, também por Bento XVI, que no seu livro Muitas religiões e uma única Aliançaa relação judaico-cristã. O diálogo das religiões (Cinisello Balsamo, San Paolo, [1998], tr. it., 2007) escreve que: “Depois de Auschwitz, a tarefa de reconciliação e de acolhimento se representou diante de nós em toda a sua imprescindível necessidade” [31]. Depois – citando Jo. IV, 22, “a salvação vem dos judeus”, pronunciada por Jesus antes da sua Morte na cruz –, afirma, a respeito da Antiga Aliança, que “tal origem mantém vivo o seu valor no presente [depois da morte de Cristo, na Nova e Eterna Aliança]” [32]. Todavia, “não se pode ter acesso a Jesus [...] sem a aceitação do Novo Testamento” [33]. Donde para os judeus a salvação vir de Israel e do Talmud, enquanto para os gentios convertidos ao cristianismo vem de Cristo e do Novo Testamento. A Antiga Aliança, também segundo Bento XVI, jamais cessou (cf. João Paulo II,A Antiga Aliança jamais revogada, Mainz, 1981), na medida em que “‘Aliança’ significa apenas vontade divina e não um contrato bipartido” [34]. Donde, também se Israel foi infiel a Deus, Deus não poder dividir a Aliança, porque não é “um acordo recíproco” [35], para o qual Deus non deserit etiam si prius deseratur. É triste, mas para conhecer a doutrina católica sobre a relação entre cristianismo e judaísmo é preciso ir ao “catecismo” do rabino Jacob Neusner; enquanto para judaizar basta escutar as “midrash” de Bento XVI. Que estranha época esta: o judeu ensina o catecismo, apesar de não crer nele, enquanto o padre católico diz as “midrash”, e talvez até creia, ou pelo menos finja crer.
• Enfim, o ódio comum a Roma que caracteriza o judaísmo e o luteranismo é indicativo. A alternativa, portanto, é ou Roma ou a morte! Se cai (por absurdo) Roma, triunfam Tel Aviv e Nova York. O estado atual de embrutecimento da humanidade é fruto do domínio judaico-americanista do mundo. A salvação e a restauração do homem, da família e da sociedade será fruto milagroso do triunfo da Roma “imortal dos Mártires e dos Santos”! Nossa Senhora em Fátima prometeu: ”Por fim o Meu Coração Imaculado triunfará”. Cor Jesu adveniat regnum tuum, adveniat per Mariam.

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NOTAS

[1] Nasceu nos EUA em 1932. Professor de história e teologia do judaísmo no Bard College de Nova Iorque, e ordenado rabino no Jewish Theological Seminary”, é considerado o maior especialista vivo da leitura rabínica antiga. Muito interessante sua Disputa imaginária entre um rabino e Jesus. Que mestre seguir? [1993], tr. it. Casale Monferrato, Piemme, 1996; 2a. ed. Um rabino fala com Jesus, Cinisello Balsamo, San Paolo, 2007.
[2] J. Neusner, Judeus e cristãos. O mito de uma tradição comum, [1991], tr. it. Cinisello Balsamo, San Paolo, 2009, pg 7
[4] Ibidem, pp. 159-160.
[5] Ibidem, p. 9.
[6] Idem.
[7] Ibidem, p. 17.
[8] Ibidem, p. 31.
[9] Ibidem, p. 32.
[10] Ibidem, p. 33.
[11] Ibidem, p. 34.
[12] Idem.
[13] Idem.
[14] Os fatos de Auschwitz tornaram crônico um problema grave e impeliram a uma ação semelhante ao martírio, da parte dos intelectuais religiosos judeus e cristãos, para enfrentar aquele desafio [...]: “dar um sentido ao outro” (J. Neusner, cit., p. 158). Vale dizer que, apesar da diferença total entre judaísmo e cristianismo, você vai compreender “totalmente o outro a partir de si” (o cristão/o judeu e vice-versa) só a partir de Auschwitz ou da teologia da “shoah”. Donde, também da parte cristã, não se poder prescindir de enfrentar o fato, tornado hoje meta-histórico, da perseguição que sofreram muitos judeus na Europa entre 1942 e 1945. Tal estudo é conduzido seja historicamente (fonte histórica, documentos, fatos aclarados e testemunhos dos livros de história da Europa entre 1940 e 1945); seja cientificamente (meios de pesquisa e experimentos químicos-físicos e engenharia sobre as armas de crime: as câmeras de gás e os fornos crematórios e o corpo de delito: o que resulta realmente e objetivamente no lugar da perseguição); seja filosoficamente (mal absoluto/relativo); seja enfim teologicamente (“holocausto” de uma parte do judaísmo europeu ou o Holocausto redentor de Jesus Cristo). Não se pode voltar atrás, sob pena de ser chantageado e posto em situação de acusação com respeito a um fato que não se vai estudar para ver qual é a sua real entidade. Si non vis errare, debis velle scrutare.
[15] Ibidem, p. 35.
[16] Ibidem, p. 160.
[17] Ibidem, pp. 162-163.
[18] Ibidem, p. 176.
[19] Ibidem, p. 197.
[20] Ibidem, pp. 43-44.
[21] Ibidem, p. 72.
[22] Ibidem, p. 74.
[23] Idem.
[24] J. Neusner, op. cit., p. 110.
[25] J. Neusner, op. cit., p. 102.
[26] J. Neusner, op. cit., p. 81. Sobre a relação Roma, cristianismo e judaísmo, v. M. Goodman, Roma e Jerusalém. O encontro das civilizações antigas [2007], tr. Ii. Roma-Bari, Laterza, 2009. O Autor sustenta que Roma e Israel teriam podido coexistir sem problema. Todavia, em 66 d.C., sob Nero, os habitantes de Jerusalém haviam se recusado a ir em procissão para cumprimentar duas cortes do imperador, e foi assim que o procurador romano Géssio Foro mandou as suas tropas contra a multidão reunida no mercado superior da Cidade Santa e provocou a morte de 3.600 pessoas. A reação judaica foi fortíssima e levou à constituição de um Estado judaico independente de Roma, que já em 37 a.C. havia ocupado a Judeia. Quando Nero morre em 68, um general de nome Tito Flávio, filho do Imperador Vespasiano, que era naquele tempo o comandante na frente da Judeia, usou de mão de ferro para reprimir a revolta judaica e, depois de um ano de luta, em 70, destruiu Jerusalém e o Templo. Reprimiu também as três insurreições na Cirenaica, no Egito (72), e a de Massada (73). Aqui se inicia a parte mais interessante do livro (pp. 451-583), apesar de não livre de erros e unilateralidade, sobretudo no que diz respeito à origem da disputa entre o cristianismo e o judaísmo (pp. 584-666).  Uma vez antes, o Templo de Salomão havia sido destruído, em 586 a.C., por Nabucodonosor da Babilônia, mas em 539 Ciro da Pérsia venceu os babilônios e libertou os judeus, que estavam exilados na Babilônia, e concedeu a eles a reentrada em Jerusalém e a reconstrução do Templo; portanto, em 70 os judeus pensavam que aconteceria algo análogo: um Messias triunfante ou “Novo Ciro”, que  expulsaria os romanos e faria reconstruir Jerusalém e o Templo. Muitos piedosos e zelosos ou zelotes israelenses, influenciados pela literatura apocalíptica judaica, imaginavam e profetizavam que o “Novo Ciro” pudesse ser “Nero redivivo” (cf. Giuliano Firpo, A revolta judaica, Roma-Bari, Laterza, 1999). Naquele tempo se formou uma radical hostilidade e um feroz ódio antirromano na Judeia e em Jerusalém, mas Roma não concedeu aos judeus aquilo que usualmente concedia a todos os vencidos de religiões diversas: construir ou reconstruir seus templos. Foi assim que o Templo de Jerusalém não foi mais reconstruído, apesar da triplíce tentativa, que falhou todas as três vezes, do imperador Juliano, o Apóstata. Entre 115 e 116 ocorreu uma quarta insurreição judaica contra Roma, e enfim em 132-135, com o pseudo-messias Bar Kochba, a quinta e última, porque Adriano em 135 arrasou o que restava de Jerusalém e da Judeia, mudando o nome desta última para Síria-Palestina e o de Jerusalém para Aelia Capitolina. Nem os alemães, nem os britânicos, nem os panônios deixaram de ter uma pátria e uma capital para fazer suas rebeliões; só os judeus perderam uma e outra. Um jornalista do Sunday Times(Tom Holland) escreveu que “o século XXI foi forjado da queda, há quase dois mil anos, de Jerusalém” e – acrescentou – da tentativa de restauração de um Estado judeu em 1948, o qual inda não é a possuído pacificamente, mais anuncia uma nova tragédia terrível, que se adensa sobre nossas cabeças, em forma de guerra nuclear [...].
[27] “Bar Kochba tratava o céu com arrogância, pedido a Deus que não se intrometa […]. Bar Kochba destruiu a única proteção de Israel. O resultado era inevitável” (J. Neusner, op. cit., p. 86). Entretanto, deve dizer-se que o atual Estado de Israel foi construído (mas não terminado) pelas mãos do homem e não pela intervenção do Messias.
[28] A leitura apocalíptica judaica compreende os apócrifos proféticos do Velho Testamento (II séc. a.C.–II séc d.C.) e consiste em uma “ficção literária, de soi-disant previsões posteriores aos eventos, que não merecem maior crédito que os oráculos sibilinos” (Francesco Spadafora, Dizionario biblico, Roma, Studium, 3° ed., 1963, p. 41). Ela surge quando Israel atravessa seu período mais tempestuoso, desde a fúria de Alexandre Magno contra o Yahwismo até a destruição de Jerusalém por Tito (70) e Adriano (135). Alguns zelosos Yahwistas sentiram então necessidade de reencorajar os israelenses com duas futuras promessas para Israel, procurando manter viva sua esperança apesar do miserável estado presente. O apocalíptico “é projetado para alimentar o orgulho judaico, abalado pelas evidências, orientando para a aurora futura. [...] Israel será libertado e  vingado [...] imperará sobre os gentios dominados e pisados” (Antonino Romeo, entrada “Apocalittica letteratura”, em “Enciclopédia Católica”, vol. I, col. 1616). No futuro, depois da queda do penúltimo Império, que seria Roma, “Israel será liberto e vingado”. [...]. O interesse nacional é estendido à conclusão almejada: Deus de repente entra na luta final entre os gentios e Israel” (A. Romeo, idem, col. 1617); “tudo é restrito ao campo do nacionalismo e do temporal” (Francesco Spadafora, idem). O apocalipse judaico é uma espécie de revelação apresentada como antiga, oculta e esotérica (Francesco Spadafora, p. 42) e, segundo Mons. Antonino Romeo, “resultará em uma espécie de especulação cabalística [...] e de sincretismo gnóstico” (idem, col. 1625). “É repleta de ódio, frequentemente feroz, contra os gentios e de ardente simpatia por Israel”, escreve Marie Joseph Lagrange, (Le judaisme avant Jesus-Christ, 2a. ed., Paris, 1931, pp. 70-90). O apocalipse na sombra da mórbida expectativa da revolução futura, que liberará Israel da Roma pagã-cristã. Ele se deve à formação do mais aceso nacionalismo judaico (Francesco Spadafora), e deste derivará certo gnosticismo e o milenarismo (A. Romeo, idem, col. 1618) com a teoria da mitigaçao das penas e dos danos (cf. a aposcatátase de Orígenes, repetida entre 1940 e 1951 por Hans Urs von Balthasar + 1984 e Jean Daniélou + 1973), cf. B. Allo, Apocalypse, 3a. ed., Paris, 1933, pp. XXVI- XXXIV. Mons. Romeo conclui: “O Reino de Deus se reveste de um caráter nacionalista-terreno. […] O reino será deste mundo. […] mas o Messias é visto como um redentor espiritual, expiador dos pecados do mundo” (idem, col. 1618), e enfim: “Para os gentios o apolicapse é cruel e implacável, e toda a compaixão seria substituída pela fraqueza” (idem, col. 1969).
[29] J. Neusner, op. cit., pp. 118-119. Quanto às relações entre judaísmo talmúdico, islã e cristianismo, cf. Hana Zakarias, Vrai Mohammed et faux Coran, Paris, NEL, 1960; Id., De Moisés à Mohammed, Paris, 1955; J. Bertuel,L’islam: ses véritables origines, Paris, NEL, 1983-84, 3 vols.; B. Lewis, O renascimento islâmico, Bolonha, O Moinho, 1991; S. D. Goitein, Judeus e Arábes na história, Roma, Jouvance, 1980; J. Bouman, O Corão e os judeus, Brescia, Queriniana, 1992; R. Barkai, Chrétiens, musulmans et juifs dans l’Espagne médiévale, Paris, Cerf, 1994; M. Brenner, Breve história dos judeus, Roma, Donzelli, 2009.
[30] Quando se fala do Vaticano II como inaceitável e rejeitável, não se pretende englobar em tal constatação de heterodoxia objetiva a culpa e a punição subjetiva de quem o acolhe de boa-fé, pensando estar obedecendo. Assim como quando se constata a nocividade objetiva do Novus Ordo Missaee a sua abrogalidade não se quer nem minimamente ofender a quem o celebra em boa-fé, de forma reverente e com espírito de obediência, por ignorância inocente de sua carência doutrinal. “Não haja divisão entre nós” (anti-modernistas), mas reestudemos com atenção o “Breve exame crítico do NOM” com a “Carta de apresentação” dos Cardeais Antonio Bacci e Alfredo Ottaviani,  onde se podem ler severas considerações sobre sua não ortodoxia objetiva e onde se pede que seja ab-rogado por nocivo. Não nos deixemos distrair pela polêmica que surgiu quando se considerou ab-rogado o Vetus Ordo, por um abuso de poder [...]. Então (1976) foram ditas palavras fortes, mas pronunciadas no curso de homilias, sem possibilidade de se fazerem todas as devidas distinções. Não me parece correto culpar a Mons. Marcel Lefebvre por alguma frase extrapolada em seus sermões, e ver na Fraternidade São Pio X o “mal absoluto”, assim como me parece pueril a pretensão de alguns, por sorte poucos, “tradicionalistas” de transformar a Fraternidade na Igreja de Cristo. Também neste caso a sã lógica condena o sofisma ex uno disce multis.
[31] Op. cit., p. 9.
[32] Idem.
[33] Idem.
[34] Ibidem, p. 32.
[35] Idem.


DON CURZIO NITOGLIA
[Tradução: Gederson Falcometa]
6 de fevereiro de 2010

Monday, June 30, 2014

Berlim terá primeira 'igreja-mesquita-sinagoga' para unir religiões

Berlim acredita estar fazendo história no universo das religiões ao unir muçulmanos, judeus e cristãos para construir um lugar onde todos possam rezar. The House of One (A Casa de Um, em tradução livre), como está sendo chamada, terá uma sinagoga, uma igreja e uma mesquita sob o mesmo teto.

O projeto foi escolhido em um concurso de arquitetura. Trata-se de um edifício de tijolo com uma torre alta e quadrada no centro. Do outro lado de um pátio ficarão as casas de culto das três religiões - a Sinagoga, a igreja e a mesquita.

Nesta semana, os idealizadores do projeto iniciaram uma campanha para angariar fundos para a construção do edifício. Qualquer pessoa pode doar dinheiro online para o projeto – cada um pode contribuir com quantos tijolos quiser, sendo que cada tijolo custa 10 euros (cerca de R$ 30). A construção do edifício irá começar quando as doações atingirem 10 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões) – a expectativa é que esse valor seja alcançado até 2015. O projeto prevê cerca de dois anos para a realização das obras.

O prédio será construído em uma região de destaque - Petriplatz - no coração de Berlim. A localização é muito importante, de acordo com um dos três líderes religiosos envolvidos, o rabino Tovia Ben Chorin. "Do meu ponto de vista judaico, a cidade que planejou o sofrimento dos judeus agora é a cidade que está construindo um centro para as três religiões monoteístas que moldaram a cultura europeia", disse à BBC.

Eles poderão se entender? "Nós podemos. O fato de que existem pessoas dentro de cada grupo que não podem é um problema, mas é preciso começar em algum lugar e é isso que estamos fazendo."

O imã envolvido, Kadir Sanci, vê A Casa de Um como "um sinal, um sinal para o mundo de que a grande maioria dos muçulmanos é pacífica e não violenta". É também, segundo ele, um lugar onde diferentes culturas podem aprender umas com os outras.

Cada uma das três áreas na Casa terá o mesmo tamanho, mas formas diferentes, explica o arquiteto Wilfried Kuehn.

"Cada um dos espaços foi projetado de acordo com as necessidades do culto religioso, com as particularidades de cada fé", disse. "Por exemplo, há dois andares na mesquita e na sinagoga, mas apenas um na igreja. Haverá um órgão na igreja. Teremos um lugar onde se possa lavar os pés na mesquita."

Kuehn e sua equipe de arquitetos pesquisaram projetos para os três tipos de locais de culto e encontraram mais semelhanças do que esperavam.

"O que é interessante é que, quando você volta um tempão atrás, observa-se que eles compartilham uma série de tipologias arquitetônicas. Eles não são tão diferentes", disse. "Não é necessário, por exemplo, que uma mesquita tenha um minarete – essa é apenas uma possibilidade, não uma necessidade. E uma igreja não precisa ter uma torre. Eu estou falando de voltar às origens, quando essas três religiões estavam perto e compartilhavam arquitetonicamente de muitas coisas".

No passado, as diferentes religiões usaram os mesmos edifícios, mas não no mesmo período. As mesquitas no sul da Espanha se tornaram catedrais após a conquista cristã. Na Turquia, igrejas se tornaram mesquitas. Na Grã-Bretanha, antigas capelas galesas chegaram a se tornar mesquitas - e a mesquita de Brick Lane, no leste de Londres, começou como uma igreja no século 18, depois virou uma sinagoga e agora se tornou em um lugar de culto para a recém-chegada comunidade muçulmana.

Mesmo teto

Mas isso é diferente de três religiões rezando como vizinhas sob um mesmo teto.

O pastor Gregor Hohberg, um pároco protestante, disse que a Casa será construída no local onde foi a primeira igreja em Berlim, que data do século 12. A Igreja de St Petri foi duramente atingida no final da Segunda Guerra Mundial, quando o Exército Vermelho ocupou Berlim. O que restou foi destruído no período pós-guerra pelas autoridades da Alemanha Oriental.

Então, há seis anos, os arqueólogos descobriram vestígios de um cemitério antigo e decidiram que algo deveria ser feito para ressuscitar a comunidade e o lugar de culto. O projeto se expandiu e mudou de um edifício de uma só crença para o atual plano de uma Casa para as três fés.

Cada fé manterá sua forma distinta dentro da sua área, disse o Pastor Hohberg.

"Sob o mesmo teto: uma sinagoga, uma mesquita e uma igreja. Queremos usar esses espaços para nossas próprias tradições e orações. E juntos queremos usar a área central como um espaço de diálogo e de discussão e também para aqueles não tem fé".

"Berlim é uma cidade onde pessoas de todo o mundo se reúnem e nós queremos dar um bom exemplo de união."

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/06/140624_berlim_casa_religioes_se_kb.shtml

Sunday, June 22, 2014

Colocar a religião no CV diminui sua chance de emprego, exceto se você for Judeu

Adaptado de Gail Sullivan

De acordo com um novo estudo, quando você é Judeu e procura por um emprego, você não é somente um do povo escolhido, você é um dos mais escolhidos do povo, pelo menos no Sul da América moderna.  O estudo de discriminação religiosa recentemente publicado no jornal "Social Currents" descobriu que aspirantes a emprego cujo curriculum vitae (CV) traía uma afiliação religiosa eram 26% menos prováveis de serem contratados por um empregador - exceto para aspirantes Judeus.

Os pesquisadores Michael Wallace, Bradley R.E. Wright e Allan Hyde da Universidade de Connecticut enviaram 3.200 falsas aplicações para 800 empregos no interior de 150 milhas de duas maiores cidades do Sul através de um popular website de empregos.  Cada empregador pegou quatro CVs com qualificações de emprego comparáveis.  A única coisa que separou os candidatos a falsos empregos era se seus CVs mencionavam envolvimento com um grupo religioso - tal como pertencer à Associação de Estudantes Muçulmanos ou a Casa de Hillel, uma organização Judaica.

CVs para o grupo de controle indicaram nenhuma afiliação religiosa.  Os outros indicaram que aspirante era ateu, católico, evangélico, Judeu, pagão, muçulmano ou uma religião forjada chamada “Walloniana”.

Empregados preferiam o grupo de controle.  Isso confirmou a hipótese dos pesquisadores que os empregadores rejeitariam declarações transparentes de identidade religiosa.  Mesmo no Sul, que é mais religioso do que qualquer outra parte da nação, é possível que os empregados vissem expressão religiosa transparente como potencialmente ofensivo aos clientes e colegas de trabalho.

Muçulmanos eram menos prováveis de serem contratados por empregadores, recebendo 38% menos e-mails e 54% menos chamadas telefônicas do que o grupo de controle.  Ateus e pagãos eram também impopulares e, para uma menor extensão, Wallonianos e Católicos.  Evangélicos tendia para o mesmo que o grupo de controle.

“Somente Judeus escaparam totalmente ilesos", disseram os pesquisadores, relatando "nenhuma evidência estatisticamente significante contra esse grupo em todos os 8 indicadores no estudo.” Em verdade, os pesquisadores descobriram que alguns empregadores pareciam favorecer aspirantes Judeus, na medida em que eles eram mais prováveis que qualquer outro grupo religioso para obter uma resposta precoce ou exclusiva de um empregador.

E o que isso significa? A explicação que os pesquisadores acharam mais convincente é que as pessoas são parciais àqueles que lhes são culturalmente similares. Isso explicaria o motivo pelo qual grupos menos similares aos culturalmente dominantes evangélicos - ateus, muçulmanos, pagãos e wallonianos - encaravam mais discriminação.

Católicos, enquanto Cristãos, são uma minoria pequena no Sul e não são considerados verdadeiros Cristãos por muitos evangélicos, uma explicação para sua impopularidade.

Os Judeus, por outro lado, não parecem tão diferentes aos sulistas, sugere o estudo.

“Os Judeus e especialmente o estado Judaico de Israel alinha-se com grande importância à teologia evangélica; de fato, evangélicos expressam mais forte apoio para Israel do qualquer outro grupo étnico ou religioso, exceto os próprios Judeus”, registraram os pesquisadores.  Um outro fato-chave: os Judeus dificilmente constituem 1% da população do Sul e têm “mais bem sucedidamente se assimilado à cultura prevalecente do que os Judeus de outras regiões”, observaram os pesquisadores.  Diferente de seus equivalentes do Norte, os Judeus do Sul não formavam enclaves étnicos.

Para Ginsberg, sua fé era uma inovação que intensificava seu interesse, enquanto os Judeus do Sul podem estar interessando em parte porque eles se harmonizavam.

Esse estudo reproduz um estudo mais precoce de empregadores em New England. “Em geral, enquanto há evidência de discriminação em New England, com a exceção de Muçulmanos, é muito menos pronunciado que no Sul”, escreveram os pesquisadores.  “Isso sugere, ironicamente, que a discriminação religiosa é mais prevalecente em regiões do país onde a religião é mais ardorosamente praticada.”

Monday, March 12, 2012

Judeus criaram o capitalismo

“Pelo meio do Século XVI”, conclui Tuchman, “era possível falar a respeito de uma revolução, um movimento político internacional inclinado a destruir a visão medieval do mundo e substituí-la com algo novo.” Na Inglaterra, esse “algo novo” era a racionalização da avareza, do apetite, e libido dominandi posteriormente conhecido como capitalismo. Não importa como essa era referia-se a seu novo sistema de exploração econômica, é utilizado o vocabulário de uma era destruída. E assim ela referia-se à aparição de uma nova era de mamon e usura, e à ascensão ao poder de revolucionários prósperos do roubo da propriedade da Igreja e inclinados a imitar os Judeus em tecnologia e economia. Nenhum desses avanços nas finanças poderiam ter sido cumpridos sem a desejosa colaboração dos Judeus. Como os Judeus, as espoliadoras famílias inglesas apoiavam “as forças da heresia na religião e liberalismo na política”. Isso significava usura, um sistema que Lord Bacon defenderia explicitamente em um ensaio sobre economia. A Inglaterra se tornou Judaica não porque lia a Bíblia, mas porque as principais famílias promoviam a distribuição alastrada das traduções heréticas, que todos tinham o direito a interpretar, como um precedente para a usura e sua consolidação do poder político. Todos eram livres para interpretar a Bíblia como lhes cabiam. Quando essa interpretação não correspondia aos interesses dos poderosos, a força maior se tornaria o princípio explicador.

Por volta de 1660, o rei era um “fantoche assalariado” nas mãos dos magnatas, enquanto mais da metade da população havia sido “destituída do capital e da terra. Nenhum homem em dois, mesmo se você contasse os muito pequenos proprietários, habitavam uma casa da qual ele era o possuidor, ou cultivava a terra da qual ele não podia ser privado.”

Gradualmente, Calvinistas fanáticos como Francis Walsingham criaram um regime de mamon na Inglaterra que era naturalmente filosemita. No nível teórico, o filosemitismo encontrou expressão no sistema conhecido como Capitalismo.

Fonte: The Jewish Revolutionary Spirit”, Fidelity Press, South Bend, Indiana, 2008, pp. 330-345

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