Wednesday, November 03, 2010

Mulher chinesa forçada a abortar feto de 8 meses

BEIJING – Uma mulher grávida no sul da China foi detida, agredida e forçada a ter um aborto apenas um mês antes da data devida, porque o bebê teria violado o limite nacional de um filho, disse seu marido nessa Quinta.

O operário da Construção Luo Yanquan disse que sua esposa foi agarrada chutando e gritando desde sua casa por mais de uma dúzia de pessoal em 10 de Outubro e detida numa clínica por três dias por oficiais de planejamento familiar, então guiada a um hospital e injetada com uma droga que matou seu bebê.

Oficiais de planejamento familiar contaram ao casal que eles não eram permitidos a ter o filho porque eles já têm uma filha de 9 anos, disse Luo.

Pelos últimos 30 anos, a China limitou a maioria dos casais urbanos a apenas uma criança em uma ordem para frear o crescimento da população e conservar seus recursos limitados. A China tem a maior população do mundo, com mais de 1,3 bilhão de pessoas. Casais que desprezam as regras encaram multas pesadas, seqüestro de sua propriedade e perda de seus trabalhos.

O caso é um exemplo extreme das medidas coercivas que oficiais chineses algumas vezes se utilizam para cumprir com os estritos regulamentos de planejamento familiar. Embora ilegal, autoridades policiais e judiciais freqüentemente ignoram deliberadamente quando os casos de aborto forçado são reportados e a mídia do estado censurada pesadamente esquiva-se de tais notícias.

Mas em anos recentes, vítimas começaram a falar alto a respeito de suas experiências difíceis com a ajuda da Internet e mensagens de texto. Ajudando-os estão os ativistas e advogados que documentaram casos de abortos de última hora. Abusos similares foram reportados nas províncias de Hebei e Shandong e na região de Guangxi.

Um oficial da comissão de planejamento familiar no distrito de Siming, que fiscaliza a vizinhança de Luo, confirmou que havia um registro da mulher de Luo, Xiao Aiying, experimentando um aborto recentemente, mas disse que o procedimento foi voluntário e que ela estava cerca de seis meses em vez de oito meses grávida naquela ocasião. Como muitos burocratas chineses, recusou a dar seu nome.

A China proíbe abortos forçados, mas não proíbe ou claramente define aborto de última hora.

O oficial de Siming disse que o marido de Xiao aprovou o aborto, alegação negada por Luo.

"Eu nunca assinei nada. Ninguém em nossa família o fez", disse ele por telefone de Xiamen. "Eu chamei a polícia, mas eles disseram que os assuntos de planejamento familiar não eram de sua responsabilidade. Eu quero processar, mas os advogados que eu consultei aqui disseram que não podem me ajudar e a mídia não reportará nosso caso."

Luo ativou um blog semana passada para permitir que as pessoas saibam o que aconteceu a sua esposa, e o transmissor satélite da Al-Jazeera postou uma reportagem sobre o caso do casal em seu website na Quarta-Feira.

Fotos no blog mostram Xio com uma aparência dolorida e claramente grávida sentada em uma cama de hospital depois da injeção, mas antes que o bebê fosse natimorto 40 horas depois. Outras imagens mostram uma grande contusão roxa em seu braço e arranhões em sua perna, que Luo disse terem sido causadas quando os oficiais de planejamento familiar golpearam-lhe e chutaram-lhe conforme ela lutava para escapar.

Chineses comuns reagiram com raiva e desgosto à descrição online de Luo, postando comentários que chamavam os oficiais de planejamento familiar de cruéis e desumanos.

Xiao partejou o bebê morto em 14 de Outubro, mas permanece hospitalizada e pode requerer cirurgia de emergência para remover pedaços de placenta ainda em seu útero, disse Luo. O casal, ambos de 36, não foram informados do sexo do bebê abortado, disse Luo.

Um homem que respondeu ao telefone do departamento de obstetrícia do Hospital Siming No. 1 confirmou que Xiao ainda era um paciente. Ele recusou a fornecer maiores detalhes ou dar seu nome.

Chamadas telefônicas para o escritório da imprensa da Comissão de Planejamento Familiar e População Nacional em Beijing tocaram sem resposta nesta Quinta.

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