Saturday, January 26, 2013

"Javé": nome sagrado de Deus ou blasfêmia?

Editado de Roger Hathaway

Eu genuinamente aprecio que muitas pessoas estão tentando tomar uma sincera posição religiosa, honrando um nome sagrado para Deus, como Yahweh (“Javé”). Eu penso que isso está sendo feito de certa forma em reação contra as igrejas cristãs organizadas as quais nada mais são do que sepulcros caiados.  Infelizmente, a maioria das pessoas não está ciente que tais nomes "sagrados" (?) originaram-se de culturas pagãs não-Israelitas do Antigo Oriente Médio.  Há evidência que YHWH era o nome de um deus adorado pelas raças vizinhas, mas não há qualquer evidência que um tal nome foi usado pelos verdadeiros Israelitas em tempos antigos.  De evidência história, parece que os Edomitas deram aos verdadeiros Israelitas mais uma fraude que alguns de nossos povos afirmam com entusiasmo, até tornando-o central em sua religião.  Eis alguns detalhes da história da palavra YHWH.

Parece que o uso de um nome pessoal para Deus, especificamente YHWH, esteve envolvido durante o cativeiro, conforme alguns dos Israelitas adotassem sua divindade Aramaica.  O nome provavelmente veio oficialmente à religião Israelita quando os Edomitas anexaram o Templo de Jerusalém cerca de 150 anos antes de Cristo.  Há evidência que Javé tinha sido o senhor dos Edomitas desde 1.400 AC. A aparência mais antiga conhecida do nome YHWH fora da Terra Santa foi no Egito, cerca de 1.400 AC, quando é encontrada nas listas com cinco outros nomes sagrados.  Uma lista de Ramsés II (1304-1237) tem-no 6 vezes. Em um templo de Amon de Amenhotep III (1417-1379 AC) o nome é associado com Seir (Edom). Outra evidência localiza-se na Síria, em 1.400 AC. Isso era próximo do tempo de Moisés. O que é significante e importante é que as listas egípcias não associam o nome com os Israelitas que eram uma próxima comunidade que existia naquele tempo.  No interior da área da Palestina, a aparência mais antiga do nome é na Estela Mesha (900 AC), uma inscrição real, onde Mesha, o rei de Moab, relata o favor da divindade de Moab em livrar Moab do controle de seu vizinho, Israel.  Parece-me que, desde que o nome foi associado a Edom, desde o século XIV AC, provavelmente se tornou importante para o Templo de Jerusalém depois que os Edomitas se apoderaram, depois que eles foram forçados por João Hircano a converter-se à religião Hebraica no Templo de Jerusalém.

Como sabemos, foi somente uns poucos anos depois de sua "conversão" (?) que os Edomitas apoderaram-se de Jerusalém, o Templo, a região política com seu próprio Herodes como rei, e a economia.  Os Edomitas teriam estado justo em casa com o Farisaísmo Talmúdico Babilônico e podem ter já apoiado essa prática antes de se apoderarem de Jerusalém. Essa religião tinha um ramo místico de magia cabalística.  O nome sagrado, YHWH, era uma chave para sua mágica.  Conta a lenda que o nome sagrado de uma divindade é tão poderoso que a pessoa que sabe-o tem o poder de usar aquele nome para comandar a divindade a concordar com seus desejos.  Dos cinqüenta e quatro nomes na cabala Judaica, o principal é YHWH. Para os Edomitas que tinham se apoderado do Templo de Jerusalém e sua religião, YHWH era uma divindade que eles adoraram por muito tempo como parte de sua religião pagã.  O paganismo foi realmente iniciado pelo próprio Caim, e permaneceu em algum grau com a raça de Caim até se difundir na Grécia, Egito e Itália. Essa religião de deusas mães pagãs era prevalente por todo o Oriente Médio, cada grupo tendo seus próprios nomes para as divindades. É provável que o nome YHWH foi utilizado por Edom, junto com a Síria e Moab e talvez alguns outros vizinhos próximos.

O Deus de Abraão, Isaac e Israel nunca utilizou qualquer nome pessoal para distingui-Lo de quaisquer nomes de famílias hebraicas porque Ele não tinha apelidos. Portanto, nenhum nome pessoal foi em algum tempo necessário.  O único nome que Ele deu para Si foi "EU SOU", que indicava que Ele é para ser identificado com toda Sua existência. O Antigo Testamento do Septuaginto Grego de 285 AC nunca utilizou qualquer nome sagrado para Deus, nem foi tale m qualquer tempo mencionado por outros escritores antigos, tais como os historiadores Israelitas, Filo ou Josefo, ou mais tarde Eusébio, ou mesmo o Judeu Aristeas, o Exegeta que escreveu seu comentário no Septuaginto Grego.  A palavra não apareceu em qualquer texto do Antigo Testamento até o Texto Massorético de 1000 DC!
  
Do ponto de vista de teólogos modernos, deve ser primeiramente entendido que todos ainda aceitam o texto Massorético Hebraico de 1.000 D.C. como a verdadeira linguagem antiga e o Antigo Testamento de nossos patriarcas.  Na medida em que o texto Massorético inclui as quatro letras do tetragrama, YHWH por mais de 6.000 vezes, teólogos são forçados a especular que Moisés deve tê-lo colocado em seu Pentateuco.  No Dicionário Âncora da Bíblia, vol. 6, p. 1012, lê-se o seguinte: "Em termos da narrativa bíblica, alguns sugerem que Moisés derivou o nome de Javé dos Egípcios, enquanto outros pensam que Javé era uma divindade Medianita adorada pelo clã Cinita. Moisés teria sido introduzido a essa nova divindade quando casou-se com a filha de Jetro..." Certamente, Moisés teria sido familiar com a religião pagã dos Egípcios. Porém, mesmo se o Pentateuco fosse realmente escrito por Moisés em 1.500 AC, ele não poderia ter escrito no idioma Hebraico, que não foi formado até o tempo dos cativos Israelitas, desde os séculos VIII a VI AC,    quando os cativos Israelitas uniram seu nativo idioma Fenício com o Aramaico de seus captores. Agora, eu lhe pergunto, quem quer elevar sua mão para alegar que Moisés adotou o nome de uma divindade estrangeira como um substituto para "Deus" ou "Senhor".  Se nós desprezarmos a mente fechada e teimosa dos modernos estudiosos, podemos ver que Moisés não escreveu qualquer texto na moderna língua Hebraica porque ela não existia naquela época, nem existia ali qualquer alfabeto ou escrito Hebraico[1]. O mais antigo Velho Testamento conhecido é a Grega Septuaginta de 285 AC, e a palavra não aparece ali em nenhum momento, ou em qualquer outro da escrita antiga Israelita, com uma exceção que eu mencionarei agora.

Colocando essa informação no próprio contexto, lembre que o reino do Norte dos Israelitas, que havia voltado para outros deuses, foi purificado da Terra Santa durante o século VIII AC, junto com a maior parte da Judéia.  Não seria até 586 AC que as últimas três cidades não conquistadas da Judéia, em outras palavras, Jerusalém, Azekah e Lakiza, fossem derrotadas.  Arqueólogos encontraram dezoito ostracas (fragmentos de cerâmica) na cidade de Lakiza por volta de 590 AC, a maioria deles sendo cartas subordinadas a um homem de nome Yaosh, o governador militar de Lakiza. É desconhecido se o escritor era Israelita ou Babilônio.  Eu citarei um das letras que usa o nome YHWH casualmente como é típico em outros documentos daquele tempo, certamente não com qualquer relutância para usar o nome sagrado!

Ostracon III lê-se o seguinte: "Tu, servo Hoshayahu, foi enviado para informar meu senhor: Possa Yahweh trazer-lhe notícias de paz! E você (você enviou uma carta mas meu senhor não disse) instrua seu servo concernindo à carta que meu senhor enviou ao seu servo ontem.  Pois o coração de seu servo ficou doente desde que você a enviou a seu servo.  E agora quando meu senhor disse, 'Você não sabe como ler uma carta!' como Yahweh vive, ninguém alguma vez se prendeu a ler uma carta para mim, e realmente qualquer carta que possa ter vindo até mim, eu certamente não a li . . . de nenhuma maneira.

E seu servo foi informado, dizendo, 'O comandante do exército, Konyahu, filho de Elnathan, desceu seu caminho rumo ao Egito, e Hodawyahu, filho de Ahiyahu, e seus homens enviaram me para obter . . .'

E quanto à carta de Tobyahu, servo do rei, que veio até Shallum, filho de Yaddua, embora a com o auxílio do profeta, dizendo 'Tome cuidado!' seu servo enviou-a para meu senhor."

Você pode notar o uso casual do nome Yahweh sem qualquer hesitação nessa correspondência militar, certamente não com qualquer pista que o nome era tão sagrado que não devesse ser falado ou escrito! Além disso, muitos dos outros nomes pessoais contêm yahu como partes dos nomes. Na época dessa carta, em 590 AC, seria somente quatro anos antes que Lakiza fosse conquistada como uma punição de Deus porque Seus filhos Israelitas foram atrás de deuses pagãos. Yahweh era aparentemente um deles! A religião pagã estava sendo praticada no Templo de Jerusalém. Ezequiel foi capturado cativo até a Babilônia em 598 AC, onde ele foi apresentado a uma visão de Deus em 593 AC, a respeito das iniqüidades no interior daquele Templo. Ezequiel 8, 13-14 - "E ajuntou: Verás ainda abominações mais graves que eles estão cometendo. Conduziu-me, então, para a entrada da porta setentrional da casa do Senhor: mulheres estavam assentadas, chorando Tamuz." Tamuz era o filho morto para quem os adoradores choravam naquela religião de lamentações.

Os Edomitas foram despejados de sua terra em 312 AC pelos Nabateus, depois emigraram para uma região do sul da Judéia que era chamada Iduméia (ou Edom). Então, em 132 AC, o líder de Jerusalém, João Hircano, forçou os preocupantes Edomitas a serem circuncidados e se converterem à religião do Templo de Jerusalém do Farisaísmo Talmúdico. Dentro de um século, a Judéia foi sendo dirigida por um ditador Edomita, Herodes o Grande, seguido pelos seus descendentes. Os Edomitas haviam se tornado Judeus. Quando Jesus chamou Suas ovelhas para for a daquela corrupta religião do templo, a serem Cristãos, os Edomitas continuaram a ser chamados de Judeus.  Essa raça de Edomitas continua a ser chamada de Judeus até hoje. Eles são os eternos inimigos de Cristo, e certamente não são o povo escolhido de Deus.

Um irmão Cristão, que honrava o nome de Javé, recentemente remeteu-me a um par de fragmentos de pergaminho, descoberto nos Rolos do Mar Morto, que são textos Gregos que contêm o nome YHWH. Enquanto o texto geral é Grego, o tetragrama é escrito no que os modernos estudiosos chamam de cartas "Paleo-Hebraicas", indicando que os antigos Hebreus tinham uma escrita primitiva própria.  Porém, as cartas são, em verdade, caracteres Fenícios.  De qualquer jeito, um desses fragmentos de pergaminho é datado entre 50 AC e 50 DC.  O outro é datado no primeiro século DC, mas teria que ser antes de 68 DC quando os rolos foram enterrados.  Achar o tetragrama no texto Seputaginto Grego é quase como achar o Santo Graal para alguém que queira acreditar que Deus tenha um nome sagrado.  Esses fragmentos apoiaram os Javistas, que podem apontar-lhes e dizer: "Veja, isso prova que o tetragrama foi usado na Septuaginta ORIGINAL!" Em sua concepção, eles podem orgulhosamente se sentar e dizer: "Caso encerrado."  Eles subseqüentemente desprezaram os textos da Septuaginta Grega dos Sinóticos e os manuscritos co Vaticano como falhos, assumindo que o tetragrama foi deliberadamente removido.  Se os Javistas estivessem no direito de extrair a conclusão que YHWH estava na Seputaginta original, eu pessoalmente pediria desculpas por minhas críticas dela, e honraria aquele nome sagrado para Deus com entusiasmo sincero.  Mas, espere um momento.  Há mais para essa história, e que apóia uma conclusão oposta.

Vamos lembrar que os Edomitas se apossaram do Templo de Jerusalém e da religião por mais de um século antes de Cristo. Vamos também lembrar que os Escritos do Mar Morto são coleções de escritos extensamente diversos de todos os tipos os quais são de bibliotecas privadas de pessoas de Jerusalém; talvez alguns deles sejam até do Templo.  Os rolos foram enterrados cerca de 68 DC porque os Edomitas de Jerusalém (os Judeus) estavam sob ataque de Roma.  Eles enterraram seus escritos preciosos porque tais produtos eram muito valiosos – nenhuma imprensa escrita! Os Edomitas tinham se apossado de Jerusalém e perseguiram e oprimiram os verdadeiros Israelitas, empurrando a maioria deles para for a da cidade às extremidades onde muitos deles sofreram de pobreza. Assim, esses rolos são a maioria, provavelmente TODOS, de Edomitas que mudaram a religião Hebraica para seu Farisaísmo Talmúdico.  Parece que eles estavam alterando os textos do Antigo Testamento para ler-se YHWH onde a original Septuaginta tinha "Deus" ou "Senhor."  Assim, os fragmentos de pergaminho NÃO provam que a Septuaginta original utilizou o tetragrama.

Minha própria conclusão pessoal é mais firme do que nunca, que os Judeus Edomitas novamente usurparam algo valioso de Israel, e enganaram o rebanho de Jesus apelando para o nome de seu senhor pagão, Javé. Eu imploraria ao nosso povo ficar muito suspeito de qualquer coisa que os Edomitas nos ofereçam, especialmente sua assim-chamada tradução de nosso Antigo Testamento, seu texto Massorético, o qual exibe o sagrado nome de SEU senhor.    

Se você está interessado em um estudo dos muitos nomes sagrados os quais os místicos Judeus utilizam, eu recomendaria um livro, Gates of Light, do Rabbi Joseph Gikatilla, que nasceu em 1248 DC. O livro foi publicado em 1994 como um dos Clássicos Judeus da Biblioteca Bronfman. Eis algumas poucas citações do livro:

"Gates of Light é uma enciclopédia dos nomes de Deus bem como um mapa que revela as conexões entre as palavras na Torah e os nomes de Deus." (p. xvii)

"O inefável nome YHVH representa o centro de Deus e prova o vínculo de Deus sem intermediários entre Seu centro e o povo Judeu." (p. xix)

"O único que sabe qual o nome de Deus para suplicar pelo que ele deseja é como aquele que tem as chaves proverbiais para o reino." (p. xx)

"aquele que quer que suas necessidades sejam preenchidas empregando os Santos Nomes deveria tentar com toda sua força compreender o significado e cada Nome de Deus como eles são recordados na Torah, nomes tais como EHYE, YH, YHVH, AdoNaY, EL, ELOH, EloHIM, ShaDaY, TZVAOT. Deve-se ficar ciente que todos os nomes mencionados na Torah são as chaves para qualquer coisa que uma pessoa necessite no mundo." (p.5)

"você necessita saber que há cinqüenta e quatro nomes quadrilaterais conectados a YHVH que agregam mais de duzentas e dezesseis letras. Esses cinqüenta e quatro nomes contêm o segredo para basear-se no poder de todos que existem no mundo; eles são como a alma das duzentas e dezesseis letras que estão contidas nos versículos [de Exôdo 14:19-21]. Tudo criado é incluído nesses cinqüenta e quatro nomes, e esses nomes são os meios para preencher as necessidades de toda criatura através da intercessão de AdoNaY." (p. 15)

Bem, isso deveria dar-lhe alguma idéia do que os nomes sagrados significavam aos Judeus Edomitas, até hoje em dia.  Me entristece profundamente que tantos bons Cristãos estão afastando-se dos nomes Gregos (que TODOS falavam no tempo de Jesus em todo Oriente Médio porque Alexandre os forçou) aos nomes Aramaicos ou pseudo-Hebraicos para Jesus e para Deus.  O Aramaico é uma lingual da árvore idiomática Afro-asiática não a Indo-Européia as quais nossos ancestrais usavam desde seu tempo no jardim do Éden até o Sânscrito, Fenício, Grego e finalmente as línguas germânicas e Inglesa.  O assim-chamado "Hebraico" é um idioma mestiço que se desenvolveu durante o cativeiro, quando os Israelitas misturaram sua nativa língua Fenícia com o Aramaico dos seus captores. A língua Hebraica nunca mesmo teve um alfabeto até que o sistema de escrita Herodiana fosse inventado perto do tempo de Cristo.  Assim, o Antigo Testamento não podia ter sido escrito nele. As línguas Aramaicas eram nativas até para a raça de Caim, que migrou para a região da Suméria (Babilônia) antes dos descendentes de Noé. Sem entender melhor, muito de nosso povo está desprezando o idioma da raça de Deus na Bíblia, e está escolhendo a língua dos inimigos de Cristo, a raça de Satã desde Caim e Edom.  Nossa Bíblia NUNCA promoveu quaisquer de tais práticas mágicas, nem há qualquer pista que Deus tenha algum tipo de nome sagrado que tenha um poder inerente. Todas essas insensatez provêm dos Judeus, e eles devem estar rindo em observar bons Cristãos venerando seus "nomes" blasfemos.  Nós seguimos novamente os astutos impostores em seu buraco!

Quanto ao nome de Deus, nossa tradição idiomática Indo-Européia tem uma história impressionante e consistente.  Em Sânscrito, o nome era dyus; em Fenício e bretão antigo era dias; em Grego era theos e zeus; em Latim era deus.  A palavra YHWH nunca entrou em nossa Bìblia até próximo a 1.000 DC quando o Texto Massorético foi completado e apresentado à Igreja Católica Romana como a língua e o texto autênticos e originais do Antigo Testamento. A igreja ortodoxa rejeitou o texto como fraudulento e reteve a Septuaginta Grega de 285 AC, que eles usam ainda hoje.

O nome "Jesus" é a pronúncia inglesa própria para seu nome Grego de IESU. A pronúncia Aramaica para IESU é "yahshua".  Esse nome Aramaico é então traduzido em Inglês para Joshua. Foi um IESU que conduziu os Israelitas pelo Jordão até Canaã, sua terra prometida.  E será novamente IESU que conduziria o povo de Deus desde seu reino do mundo até o Reino dos Céus.  Usar a pronúncia Aramaica, chamada "yahshua" é um erro.  Jesus, seus discípulos, e todos os outros falavam Grego.  Algumas das raças de Caim que eram seus vizinhos guardavam sua língua nativa do Aramaico junto com a língua comum do Grego.  Certamente, Jesus e seus amigos sabiam algo de Aramaico (Ele mesmo falou uma frase dele na cruz, Eli, Eli, lamasabachthani, onde "El" era um nome genérico para Deus.  Mas o Grego era sua primeira língua porque havia naturalmente se desenvolvido da língua Fenícia de seus ancestrais.  Aqueles que alegam que a primeira língua de Jesus era Aramaico estão simplesmente errados.  Grego é a língua de nosso povo.

No fim das contas, o julgamento pró ou contra o nome sagrado YHWH é tão somente circunstancial. Há pouca evidência material em favor da alegação Edomita que o nome era conhecido a qualquer patriarca ou existiu em qualquer Escritura antiga. Não havia o idioma Hebraico até depois do cativeiro e não havia alfabeto Hebraica até sistema de escrita Herodiano, que foi inventado pouco antes que Jesus chegou. Não havia Antigo Testamento Hebraico até 1.000 DC. A idéia do nome sagrado era desconhecida para Josefo e Filo. O nome YHWH nunca foi utilizado na Septuaginta Grega de 285 AC. Talvez o argumento mais convincente contra a convenção do nome sagrado seja que ele é parte da religião de uma raça de pessoas que são notórios enganadores, como Jesus os acusou em João 8, 44. Também, não há qualquer lugar na Bíblia inteira que Deus tenha sugerido um nome pessoal para Si, e certamente não há apoio favorável de uma religião de magia para o fim de realizar desejos mundanos. Por ultimo, o nome YHWH é da família idiomática Afro-Asiática, não da família Indo-Européia (Ariana), que é a linhagem lingüística de Adão, Noé, Abraão e Israel. Eu saudaria informação de qualquer um que pudesse sugerir QUALQUER evidência circunstancial em apoio ao nome sagrado YHWH como autêntico para os Israelitas pré-cativeiro.

Assim, a conclusão desse caso é deixada para cada pessoa como indivíduo.  Se você se sente atraído a adorar o deus Pagão dos Edomitas, você pode ter encontrado seu local propício no programa eterno. Se você sente que a mais elevada forma de religião é procurar fortuna mundana e usar técnicas e rituais, então você deveria mesmo sentir-se atraído à Cabala mágica. Mas, se você sente que seu relacionamento espiritual com Deus é pessoal e íntimo e algo além dos rituais, preocupações mundanas e nomes mágicos, então você provavelmente se sentirá mais atraído para Jesus como seu Senhor. Jesus disse no ultimo capítulo do Apocalipse, "O injusto faça ainda injustiças, o impuro pratique impurezas. Mas o justo faça a justiça e o santo santifique-se ainda mais." (Ap. 22, 11)

ADENDO:

(1) A edição de Maio/Junho de 2001 de BIBLICAL ARCHAEOLOGY REVIEW tem um artigo escrito por Ephraim Stern, intitulado PAGAN YAHWISM, The Folk Religion of Ancient Israel (“JAVISMO PAGÃO, A Religião Popular do Antigo Israel”), começando na página 21. O artigo começa com "A Bíblia imagina a religião de Israel antigo como puramente monoteísta.  E sem dúvida havia israelitas, particularmente aqueles associados com o Templo de Jerusalém, que eram estritamente monoteístas.  Mas a evidência arqueológica (e a Bíblia, também, se você lê-la com suficiente atenção) sugere que o monoteísmo de muitos Israelitas estava longe de ser pura. . . . Alguns Israelitas acreditavam que Javé tinha uma companheira fêmea.  E muitos Israelitas invocavam a divindade com a ajuda de imagens, particularmente figurinos.  Eu chamo essa religião Israelita pagã de Javismo.

A evidência arqueológica que nós observaremos vem da maior parte de Judá no que é conhecido em termos arqueológicos como o período Assírio, o período desde 721 A.C., quando os Assírios destruíram o reino do norte de Israel, até 586 A.C., quando os Babilônios conquistaram Jerusalém, destruíram o Templo e trouxeram ao fim a dinastia Davídica em Judá."

O prolongado artigo contém bastante informação a respeito das escavações e seus achados, incluindo um retrato de três figurinos que são os corpos da cintura pra cima de fêmeas que estão levantando seus grandes seios com as mãos. Há retratos de fêmeas representando o consórcio de Javé.  Era comum entre os vizinhos de Israel que cada divindade tivesse seu próprio consorte, todos os quais eram conhecidos pelos nomes comuns de "Asherah" ou "Ashtoreth" ou "Astarte." Os figurinos no retrato desse artigo são Asherahs de Yahweh.

(2) A edição de Novembro/Dezembro de 2001 de BIBLICAL ARCHAEOLOGY REVIEW tem uma resposta ao artigo acima por outro arqueólogo, que diz, a respeito de algumas inscrições que foram encontradas: "Os textos principais, as bendições 'à Yahweh e sua Asherah' são em verdade o formato padrão para a abertura de uma carta de negócios.

Parece bem claro que todas as evidências confirmam que o nome pessoal de YHWH foi apropriado dos vizinhos pagãos de Israel durante o cativeiro pelos Israelitas que também se apropriaram em MUITO das Escolas de Mistérios da Caldéia antes de retornarem a Jerusalém com uma religião propriamente chamada de Farisaísmo Talmúdico Babilônico. Registros egípcios conectam YHWH com alguns dos vizinhos de Israel, mas não com Israel. É preciso somente ler o Antigo Testamento para entender que o Deus de Israel era um Deus ciumento para quem outras nações reconheciam como Deus de Israel e não deles.  Que estudioso quer especular que o Deus de Israel foi adotado por outras nações que são inimigas de Israel? Eu sugeriria que aqueles indivíduos que se sentem compelidos a adorar essa divindade pagão devessem também incluir ao lado sua Asherah em seus altares. Mas, para aqueles que cuidam do que a verdade de Deus realmente é, deixem-lhes presente alguma evidência que YHWH era realmente um nome próprio para o Deus de Israel nos tempos pré-exílio. Sua principal evidência é bastante limitada à fraude Massorética no Antigo Testamento dos Edomitas do décimo século D.C.

E para aqueles que pensam que a lingual Hebraica era a lingual de nossos patriarcas, onde está a evidência para isso? Não há.  Considere isso.  Os Judeus Edomitas Massoretas gastaram três séculos preparando o Texto Massorético, supostamente separando as palavras e acrescentando marcas características.  Algum estudioso indagou qual manuscrito os Massoretas se valeram para criar o seu Texto?  É assumido que eles devem ter trabalhado com um antigo manuscrito Hebraico.  MAS, o completo sistema de escrita Herodiano só foi inventado durante o século antes do nascimento de Jesus.  E não há QUALQUER evidência que o Antigo Testamento existiu na língua Hebraica ou no sistema de escrita Herodiano no tempo de Jesus. Erutidos Judeus como Filo e Aristeas o Exegeta utilizam a Septuaginta Grega exclusivamente para seu trabalho exegético, assumindo que os segredos para entender a mensagem de Deus estavam nas palavras Gregas e matizes.  Mais: eles não fizeram qualquer referência, nem insinuação, a qualquer texto Hebraica que pudesse ser mais autêntico.  Como uma material do fato, NENHUM escritor antigo insinuou que qualquer texto como tal existisse.

É incompreensível que haja indivíduos que alegam fé sincera, mas que não se importam com fatos históricos.  Particularmente, eles adotam crenças para suas religiões a despeito de fortes conflitos com elas.


[1] De acordo com a Tradição Católica, o Pentateuco tem como autor Moisés, mas não necessariamente como redator.  Sendo admissíveis “adições feitas depois da morte de Moisés ou acrescentadas por um autor inspirado, ou glosas ou explicações inseridas no texto, vocábulos ou formas de língua antiga transpostas para linguagem mais moderna, enfim, lições erradas que se devem atribuir a defeito de amanuenses, as quais licitamente podem ser discutidas e julgadas de acordo com as normas da crítica.”  Ver Denizger 3394-3397 em “Reposta da Comissão Bíblia, 27 jun. 1906”.

1 comment:

  1. Bom dia, interessante artigo, contudo notei que usa diversas vezes a frase "há evidencias", por gentileza nos aponte as fontes das evidencias. Grato Edson

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