Friday, October 19, 2012

Igualdade como um mal

O flagelo moral da modernidade


A dominante ideologia das modernas sociedades ocidentais sustenta a igualdade como um bem moral absoluto, que deve, portanto, ser perseguido por sua própria causa.  A moralidade do igualitarismo nunca é questionada pela estrutura do poder estabelecido ou pela vasta maioria dos cidadãos; é, na realidade, uma enganosa suposição concedida que todos os humanos nascem iguais em direitos, e portador de tais direitos pelo mero fato de ser humano, racional, faz de alguém questionador da bondade moral da igualdade num indivíduo de questionável humanidade.  Mesmo os conservadores ousam não questionar a bondade moral da igualdade, concentrando-se, em lugar, em criticar os métodos de aplicação.  Ainda, a igualdade, a despeito da bombástica retórica cercando-a, é longe de ser um bem moral absoluto.  Pelo contrário, quando nós examinamos as conseqüências da igualdade, é um mal.  Esse artigo, primeiramente, explorará alguns dos caminhos nos quais a igualdade é um mal e desenvolverá, então, um paradigma alternativo, fundado em uma teoria da diferença.

Injusta distribuição de recompensas

O propósito da mais óbvia conseqüência da igualdade é a injusta distribuição de recompensa.  Porque as capacidades individuais são sempre diferentes, a igualdade não pode ser atingida sem tomar recompensas dos merecedores e realocá-las aos não-merecedores.  Assim, talento, dedicação, parcimônia, diligência, iniciativa e perseverança são penalizados, enquanto inabilidade, indolência, libertinagem, indiferença, negligência, inércia e inconstância são recompensadas em nome da justiça social.  Isso é rudemente aparente nas políticas de universidades nos Estados Unidos, onde a perseguição da igualdade racial tem levado à admissão diferencial que privilegia o inepto escolasticamente às expensas dos escolasticamente aptos.  Na trilha dos resultados desiguais nos SATs (testes de avaliação de conhecimento para ingresso em curso superior nos EUA) por diferentes grupos raciais, milhões de estudantes brilhantes e diligentes têm sido excluídos das universidades de suas escolhas, particularmente onde haja universidades de altíssimo nível, no esforço de racialmente equalizar os resultados.

A ironia é que um argumento para o igualitarismo tem sido a necessidade de combater a injustiça que os igualitários comumente chamam de ‘privilégio’.  Igualitários consideram mau o ‘privilégio’ porque é não-meritocrático, permitindo a alguns desfrutarem benefícios desmerecidos.  Todavia, na medida em que, como nós vimos, políticas igualitárias ainda criam classes privilegiadas de indivíduos, quem injustamente desfruta de benefícios desmerecidos alcança o oposto de seus proclamados objetivos, simplesmente transferindo o ‘privilégio’ de um grupo para outro.

Injusta distribuição de recursos

Intimamente relacionado a isso é a injusta distribuição de recursos que acumula-se da perseguição da igualdade.  Um exemplo foi fornecido por uma reportagem a respeito de universidades fechando ou reduzindo paulatinamente departamentos de ciência para abrir espaço para a diversidade ou oficiais da igualdade.  Parece que o salário para um tal oficial seria suficiente para financiar dois pesquisadores de câncer.  Sendo um bem moral absoluto, para igualitários, a igualdade não necessita de justificação lógica, mas a verdade é deles em uma ideologia que infiltra miséria e custo de vida.  Vamos ser específicos com as implicações.  Imagine que você tenha um jovem estimado que tenha câncer ou outra condição médica degenerativa.  O prognóstico é morte prematura em dez ou quinze anos sem um progresso médico.  A pesquisa está tendo progresso lento.  Você espera que a ciência progredirá antes que seja tarde.  Então, repentinamente, os relevantes centros de pesquisa começam a fechar ou reduzir gradualmente os departamentos de ciência, enquanto, ao mesmo tempo, esses centros criam posições para bem remunerada diversidade ou oficiais de igualdade, alocando seus generosos financiamentos departamentais.  A pesquisa agora se move mais lentamente, retrocedendo o progresso médico que você esperava.  Seu estimado agora uma doença mais prolongada, possivelmente morre antes de uma cura ou que uma mais efetiva quimioterapia seja encontrada.  E se você teve mais contato com seu parente depois da separação?  A miséria é, desta forma, infligida sobre você também, na medida em que a cura, ou a nova quimioterapia demora ou chega bastante tarde.  A preocupação e a aflição também afetam tudo mais intimamente.  É difícil quantificar a extensão ao qual esse seja o caso, particularmente como ninguém parece ter pesquisado essa área, mas o cenário citado não é não-razoável.  Pode a igualdade ser um bem moral quando essas são as conseqüências?

Negação ou diferença

Em décadas recentes, a diversidade tem sido uma palavra-chave entre igualitários, todavia, a afirmação da igualdade é simultaneamente a negação da diferença.  A frase ocasional ‘diferente, mas igual’ tem sido a tentativa dos igualitários de ter o bolo e comê-lo, mas é uma contradição lógica e, portanto, sem sentido.  O argumento que a mencionada igualdade é tão somente igualdade de oportunidade não se sustenta também, porque se fosse assim não haveria qualquer consternação em resultados desiguais em resultados de testes entre estudantes de categorias raciais diferentes, e, portanto, nenhuma necessidade para políticas injustas de admissões.  A afirmação da igualdade é uma franca negação da diferença com respeito a todos, até o ponto de negar a existência biológica de uma das fontes primárias de diferença – raça e sexo – e de pretender que não passam de puras e arbitrárias ficções.

A diversidade é baseada na diferença.  A eliminação de um implica na eliminação do outro.  A moderna celebração da diversidade do igualitarismo, e sua proclamação da diversidade como um bem digno de ser perseguido pelo seu próprio fim, são, portanto, contraditórias.  O que é mais, por criticar oponentes de diversidade como imorais, igualitários falham em encontrar seus próprios encontrados padrões de moralidade, tornando os próprios igualitários imorais.

A negação da diferença implica, por extensão, uma negação da qualidade, tanto no sentido de distinguir atributos e de superioridade.  O fim lógico produto da igualdade é, portanto, mesmice e mediocridade, uma negação de todas as coisas que tornam a vida boa e digna.   Um sistema de crenças que retira a alegria da vida, um sistema de crenças que é, no fim das contas, anti-vida, não pode ser considerado moral.

Negação da individualidade

A diferença é o que nos torna individuais.  Afirmar que todos são iguais, portanto, é negar a individualidade, porque a individualidade implica exclusividade, autonomia, não-intermutabilidade.  Nada é compatível com a igualdade.  A demanda por uniformidade – mesmo quando feita em nome do individualismo – exige uma demanda por conformidade, uma renúncia de si mesmo, uma demolição ou degradação do indivíduo.  Isso não é somente uma outra contradição, mas uma afronta à assim-chamada ‘dignidade humana’, e na medida em que a dignidade é humana, igualdade é inumana.   Um ponto de vista filosófico que simultaneamente exata e afronta a dignidade não é um ponto de vista coerente.

Há duas formas de coletivismo: voluntário e imposto.  O estado e a perseguição institucionalmente patrocinada da igualdade incluem-se na segunda categoria.  Conseqüentemente, podemos descrever o igualitarismo como uma imposição da degradação do indivíduo a serviço de uma coletividade abstrata – uma coletividade que, porque abstrata e, portanto, desumanizada, não existe empiricamente.  Isso é moral? Absolutamente, em qualquer forma que nós pudéssemos aceitar.

Agente da opressão

Como nós temos vistos desde o desenvolvimento do igualitarismo nas modernas sociedades ocidentais, a lógica da igualdade pressupõe a equivalência de todos os humanos.  Um resultado é que imigração irrestrita e diversidade racial se tornam ideologicamente não-problemáticas.  Visto que humanos são diferenciados em múltiplos níveis, sociedades racialmente diversas têm se tornado, por contraste, problemáticas, necessitando proliferação de normas, regulação, leis, vigilância, penalidades, burocracias e taxação adicional na perseguição da harmonia e funcionamento continuado.  A limitação progressiva das liberdades nunca termina, porque as medidas supracitadas dirigem-se somente aos sintomas, não à causa fundamental: a diferença permanece, e os resultados em diferentes respostas para cada medida, que em lugar cria a necessidade para medidas além.  Ainda pior, por causa da necessidade de dirigir-se a um crescente número de áreas em uma crescente muito diferente população com poucos ou nenhum valores ou crenças compartilhados, o esforço regulatório se torna não somente muito mais invasivo ou prescritivo, mas também crescentemente inadequado para todos (pessoa polivalente, mestre de ninguém).  A liberdade é também corroída economicamente devido aos crescentes custos de regulação, vigilância, penalização e administração do comportamento social.

Sistema destrutivo

Como tem se tornado aparente por agora, igualdade é uma força destrutiva em vários níveis.  Primeiramente, é destrutivo da qualidade individual, visto que os traços que contribuem em tornar os indivíduos salientes de algum modo, incluindo atividades ou caminhos de comportamento, são desestimulados, degradados ou negados.  Em segundo lugar, é destrutivo das coisas que tornam a vida digna de viver, pela mesma razão.  Em terceiro lugar, é destrutivo da dignidade humana, muito embora alegue ser favorável a ela.  Em quarto lugar, é um agente da opressão, muito embora clame ser contra ela.  E, finalmente, é destrutivo da qualidade de vida e comunidades, muito embora invoque mirar no melhoramento de ambos.

Profissionais imorais

Ao lado da intrinsecamente destrutiva natureza da ideologia da igualdade, a última é, além disto, manchada pela imoralidade de seus profissionais, pois ativismo da igualdade quase invariavelmente trabalha – embora isso não seja sempre explicitamente declarado ou mesmo reconhecido – em detrimento de uma particular classe de indivíduos: brancos.  Através de suas ações, profissionais da igualdade podem ser seguramente assumidos terem atitudes anti-brancos, ou serem anti-brancos, muito embora na maioria dos casos eles mesmo sejam brancos.  É, portanto, irônico que profissionais da igualdade considerem-se altamente morais, e mesmo arrogam para si o discurso da moralidade.

Talvez mais rude são os crimes dos comunistas, que justificadamente compreendem a mais notória classe de zelotes da igualdade.  Comunistas mataram, aprisionaram e condenaram milhões a uma vida de miséria, incluindo artistas, escritores, professores e intelectuais.  Comunistas privaram europeus de algumas das melhores pessoas.  As atrocidades comunistas são, realmente, a pior na história mundial.  Mesmo em uma escala menor, os comunistas e igualitários análogos freqüentemente têm sido inclinados à violência de rua, e como sua geração de ativistas parecem mais ávidos do que quaisquer outros para se engajar na violência, quando de fronte a opiniões divergentes.  Isso pode ser porque o igualitarismo tem uma história terrorista, começando pela Revolução Francesa, um movimento compreendendo criminosos, psicopatas, alcoólatras e gênios sociopatas.  Isso pode também ser porque o igualitarismo atraia os piores elementos de qualquer população, visto que são os únicos com mais a ganhar pelas políticas de igualdade.

Diferença

A perseguição da igualdade tem estado ligada com noções de justiça social por tanto tempo que muitos podem achar difícil separar as duas, e podem, portanto, achar uma alternativa impensável, ou pelo menos um mal a ser evitado.  Certamente, isso é como os igualitários pensam e gostariam que todos pensassem.  Nós proporíamos, porém, que o reverso fosse verdade, e que um paradigma superior pudesse ser aquele baseado sobre a desejável diferença.

Uma teoria da diferença não é ‘diversidade’ como igualitários entendem o termo.  A ‘diversidade’ dos igualitários refere-se a humanos que podem parecer diferentes, mas que, com exceção da personalidade individual e diferenças construídas socialmente, são essencialmente equivalentes e inter-mutáveis.  Isso, obviamente, é bastante unidimensional para constituir diversidade, pois nega a validade dos atributos de grupo que contribuem para a identidade.  A teoria da diferença define a diversidade como significada para ser definida, e abraça a multi-dimensionalidade da diferença humana, tanto em nível individual quanto coletivo.

Sob um paradigma de diferença, portanto, suporíamos indivíduos e grupos sendo diferentes, mesmo para divergir significantemente de nossas linhas de partida, em vez de supô-los serem os mesmos ou terem falhados quando não mostraram qualquer sinal de convergência conosco.  Nós respeitaríamos a diferença como uma matéria de prerrogativa individual ou de grupo.  E mesmo onde a diferença pode resultar em casos que nos são repugnantes, nós não respeitaríamos por essa razão cessar de considerar a diferença geralmente uma fonte de riquezas, pois a possibilidade de diferença é uma pré-condição para a excelência e o extraordinário.

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