Saturday, June 02, 2018

Fatos insanos a respeito da cultura de pandemônio sexual na Alemanha de Weimar

 Adaptado de Lea Rose Emery

A República de Weimar, também conhecida como Alemanha entreguerras, durou de 1919 a 1933, e foi grosso modo um pandemônio sexual.  Em termos de liberação sexual e decadência religiosa, não houve nada mais escancarado do que a explosão sexual da Berlim da década de 20.  Assim, o que estava realmente acontecendo? Você provavelmente deparou-se com a República de Weimar imortalizada em filmes como “Cabaré”, mas essas histórias de vida reais da decadência de Weimar são muito melhores.  Em “Inferno”, eles fazem os movimentos de dança de Liza parecer claramente comportada.

A liberação sexual e ousados movimentos progressistas de arte como o cinema expressionista, Dada, e Bauhaus explodiram na Alemanha do pós-guerra, apesar de os termos restritivos do Tratado de Versalhes terem criado numerosos problemas políticos e sociais.  Como o escritor Mel Gordon pontua, essa Renascença cultural abastecida de drogas e sexo nasceu da profunda ansiedade instilada pela Primeira Guerra Mundial: “Sexo apenas não era o bastante, diz, o Francês teria curtido, como uma boa refeição ou música.  Era particularmente sexo que estava sempre misturado como tudo o mais, como perigo, poder ou morte.”

A reação conservadora ao novo progressismo sexual e artístico, cuja culpa fora depositada nos Judeus, acasalava-se com inflação obscena e efervescência social, criando o perfeito coquetel no qual misturou-se o Nazismo, para assim terminar no caos da República de Weimar.

Mas enquanto foi bom, tudo estava acontecendo na República de Weimar, uma orgia torvelinhante da vida moderna.  Era momento de bissexualidade e travestismo, basicamente um pandemônio sexual não-binário.  E o sexo na Alemanha de Weimar estava por toda a parte.  Homossexualismo, nudez, prostitutas e orgias eram fáceis de conseguir, assim como drogas e álcool.  Pense em festas regadas a cocaína no Cabaré e você começará a imaginar.  Acrescente no topo disso a tendência crescente do Nazismo e você terá os requisitos de um botão de pressão para uma bonança de falta de disciplina obscena e libidinosa.

Assim, dê uma olhada nesses relatos de vida real do que estava ocorrendo na República de Weimar — você nunca irá olhar para os alemães da mesma forma novamente.

A Erótico-mania Omnissexual da Berlim de Weimar era turbinada por uma mania de cocaína

O uso recreativo da cocaína começou a desenvolver-se ao redor da Alemanha na aurora da Primeira Guerra Mundial.  Como Carl Ludwig Scheilch escreveu em seu ensaio "Cocainismo" em 1921, "Na mania frenética que dominou toda nossa cultura moderna antes da guerra havia um desejo extático pela intensificação."  Essa necessidade era satisfeita pela cocaína.  Assim que o violento fervor da guerra se acalmou, o alemão precisou de estímulo, movendo-se aos nightclubs de Berlim, onde o uso da cocaína explodiu: "... o uso ilícito da cocaína se tornou uma característica notória da vida noturna de Weimar."

A cocaína estava por quase toda parte na Berlim de Weimar, até o ponto que o poeta Carl Zucherson liricamente a salpicava no ar que ele respirava: "O ar era sempre fresco e temperado.  Não era necessário dormir muito e a gente nunca ficava cansado.”  Um livro sobre Berlim daquele tempo, “Crianças da Noite.  Imagens da Vida Bandida” continha uma seção chamada “Figuras Noturnas da Cidade," em que está escrito o seguinte:

"Os vendedores de salsicha não vendem somente seus petiscos de salsicha, mas oferecem a seus clientes inesperados prazeres proibidos.  Por um lado ele também fez um próspero comércio de varejo de cocaína, o pó branco venenoso, e nessa conexão sua clientela poderia muito bem ser mais abrangente e leal.  Não se tem idéia do quão rapidamente o vício em cocaína se arraigou na Alemanha; amplo grupos populacionais arruinaram-se desesperançosos nesses domínios.  Pode-se estimar que trinta por cento de todas as prostitutas, apostadores e pederastas são usuários de cocaína, e igualmente em outras ocupações, em particular artistas a cocaína encontrou seus escravos leais."

A nevasca constante de Berlim foi auxiliada por E. Merck, o produtor mundial principal de cocaína farmacêutica, situado na Alemanha.  Cafés serviam cocaína aos clientes, que a aspiravam abertamente nas mesas.  Era possível também comprar ópio, haxixe, maconha e até mesmo cola para cheirar.  Como Barbara Ulrich demonstra em seu livro, “As Garotas Quentes da Berlim de Weimar”, o uso de cocaína chegou de mão em mão com o hedonismo e a experiência sexual.  Conforme um escritor contemporâneo registrou, "diz-se que a cocaína aumenta a libido, a potência e a inclinação para todas as atividades sexuais" e poderia "estimular a latente tendência homossexual numa mulher e torná-la lésbica por um tempo". Assim, o lesbianismo e a atividade bissexual ou sexo grupal eram abastecidos pela cocaína.

O uso impregnado da cocaína na República alimentou a era da "erótico-mania... cabarés, clubes de sadomasoquismo, bordéis ... e o status como a Meca para fetiches podólatras fora de controle..." e "depravação excessiva."  Em Berlim, "... a atmosfera da cidade parecia transportar seus habitantes para um estado de frenesi sexual quase permanente." Sexo grupal entre pessoas de todos os gêneros, sexos, tendências e orientações eram abastecidos pela cocaína, álcool e outras drogas na "... incessante orgia que era a Berlim de Weimar."

A boemia e liberdade do Cabaré, um livre-mercado andrógino e pansexual

Cabarés eram o centro da vida noturna cultural na Berlim de Weimar, uma espiral de álcool, drogas, sexo, moda e arte performista.  O iniciante dramaturgo Bertol Brecht uma vez foi ao palco de um cabaré de Berlim para apresentar a “Balada do Soldado Morto”, uma balada satírica obscura na qual o exército alemão trazia à tona os corpos dos soldados e os enviavam de volta ao front, que era provavelmente uma droga depressora e desorientadora para as pessoas expelirem carreiras e fornicassem na entrevista.

Além dos cabarés, Berlim tinha centenas de bares, que eram altamente especializados fornecedores de héteros, gays, lésbicas, travestis homens e travestis mulheres, e expansivos pansexuais ocasionais.  Um provocativo performista andrógino certa vez respondeu a uma consulta a uma convidada estimada a respeito de seu gênero, “Eu sou o sexo que você deseja que eu seja, Madame.”

Em seu jubiloso bacanal dos arredores, berlinenses era possível encontrar também um show especial chamado “Noites Belas”, um absurdo coquetel de noite na ópera e passeio sórdido a um clube de striptease.  Conforme descrito por Tony Perrottet na publicação da Universidade de Drexel “A Alta Sociedade", “muitos outros cabarés eram simplesmente clubes de strip ou desfiles exibicionistas conhecidos eufemisticamente como ‘Noites Belas’, onde clientes depravados sentavam com binóculos muito embora a uma distância de somente 15 pés.”

A história da diversão do sexo oral por detrás dos bastidores

Marlene Dietrich merece duas manchas nessa lista, que faz sentido, dado que uma vez foi descrita como "talvez a mais ocupada e apaixonada bissexual na teatral Berlim".  Que honra! Obviamente, muitos americanos conhecem a atriz alemã pelos papéis em filmes clássicos como o “O Expresso de Shanghai”, “A Marca da Maldade”, “O Diabo Feito Mulher”, e “A Vênus Loira”, mas antes que ela desembarcasse em Hollywood, Dietrich era uma controversa bomba atômica sexual da cena alemã.

Os flertes de Dietrich por trás de bastidores na cena teatral selvagem da Berlim de Weimar eram particularmente fascinantes. Ela era conhecida pelo seu apetite sexual predador, que se manifestava em tudo de uma tal forma selvagem, incluindo um banquete vaginal improvisado parcialmente público com a colega atriz Edith Edwards.  O ator alemão registrado (e insano) Klaus Kinski, que namorou Edwards por muitos anos depois que a República de Weimar entrou em colapso (e era 27 anos mais jovem do que ela), relata o seguinte conto em sua auto-biografia: "Marlene rasgou as roupas de baixo de Edith nos bastidores de um teatro de Berlim e, usando somente sua boca, levou Edith ao orgasmo".

Anita Berber, sacerdotisa da depravação, que ingeria substâncias químicas tóxicas para suas práticas

Quando alguém escreve um livro chamado “Os Sete Vícios e Cinco Profissões de Anita Berber”: A Sacerdotisa da Depravação da Berlim de Weimar, você toma conhecimento que o assunto era tão licencioso quanto se sucederia.  Uma dançarina profissional, Berber também foi chamada de uma “mulher totalmente pervertida”, a “Condessa do Pecado”, “a encarnação viva do pecado”, e “uma encarnação do perverso".  Há gente no mundo que poderia matar alguém por um título como a Sacerdotisa da Depravação, que suplica pelo questionamento, como ela o mereceu?

Berber era uma hedonista extravagante, engajava-se em drogas e álcool com devassidão.  Um de seus favoritos 'coquetéis' era clorofórmio e éter misturado numa tigela, que ela mexeria com pétalas de rosa branca.  Isso indubitavelmente a deixava torta, e provavelmente também havia matado um punhado de células de seu cérebro.  Ela também gostava de cocaína, morfina e ópio.

Acima e além de sua propensão por químicas letais embebidas para ficar excitada, Berber era mais conhecida por suas conquistas sexuais. Havia rumores que ela interessava-se por dominação e sadomasoquismo, e era famosa por romper fronteiras sexuais e de gênero em performances burlescas nuas e andróginas.  Assim como o seu uso de drogas, Berber era aberta em seu bissexualismo libidinoso, que freqüentemente expunha um complete desrespeito pelas esferas pública e privada.  Tome, por exemplo, esse relato:

"À medida que os pequenos flertes noturnos viravam sussurros sugestivos e apalpação, Anita erguia-se e executava um apaixonado tango com Mia, uma atraente ruiva e a parceira de uma notória lésbica chamada Ellen.  Enquanto o público agregava-se ao redor das dançarinas embriagadas, Anita metodicamente empalmava os bicos do seio da voluptuosa garota até quase o colapso de uma rendição orgásmica.  Ellen corria para apoiar sua instável amante e mandava Anita se sentar.  A atmosfera crepitava com tensão e provocação sexual."

Talvez Berber seja mais sucintamente resumida pelos contemporâneos que a descreveram como “o espírito mais fora do comum que eu já encontrei no bizarro submundo da sexualidade humana.”

Cortar o ganso, a mais sadística diversão sexual da República de Weimar

Cortar o ganso é mais sexy do que parece.  Talvez.  Seu interesse se reside em provavelmente amar ou detestar Marquês de Sade.  Se você é um desviado sexualmente multitarefas e saboreia a oportunidade de misturar sodomia, bestialidade e uns outros atos imundos fora do menu de imundície ao mesmo tempo, cortar o ganso é apropriado a seu tubo de esgoto.

Em sua memória, “Os Europeus”, o jornalista italiano Luigi Barzini descreve esse não-usual ato sexual oferecido na República de Weimar:

"Eu vi cafetões oferecendo algo a alguém: garotinhos, garotinhas, jovens roubstos, mulheres libidinosas, animais.  A história chega aos contornos de que um ganso macho cujo pescoço é cortado no apropriado momento do êxtase, o que daria o mais delicioso frisson de todos – na medida em que se permite curtir sodomia, bestialidade, homossexualismo, necrofilia e sadismo num só ato.  A gastronomia, também, na medida em que se poderia comer o ganso mais tarde."

Você poderia comer o ganso mais tarde.  Aquelas palavras deveriam assombrar seus sonhos.  Embora para ser justo, é provavelmente uma morte menos agonizante do que o foie gras.

A moda era uma ferramenta agressiva para afirmar sexualidade e gênero na Berlim gay

Se você já viu um filme expressionista alemão, sabe que a moda de Weimar era algo incrível.  Era ruidosa, gótica, sexual, macabra, enfeitada, pungente e ousada.  Imagine desenhistas alemães se apropriando da estética francesa e você está na proximidade.  Apesar disso, a moda apresentava tanto forma quanto função na República de Weimar, e em muitos casos, sua função era tornar os padrões de sexualidade e gênero ousados e agressivos.

Nos cabarés de Berlim, homens e mulheres usavam roupas para expressar atitudes não-binárias rumo ao gênero, revelando uma fluidez que era assustadoramente progressista para o início do século XX.  A apropriação de vestimenta tradicional unissex era um padrão social para muitos na República de Weimar.  Conforme Katie Sutton escreve em “A Mulher Masculina na Alemanha de Weimar", “... no interior da emergente subcultura homossexual feminina, modas masculinas tomavam os significados que resistiam às codificações e tendências dominantes."

Robert Beachy, autor de Berlim Gay, afirmava finalmente da sexualmente liberada cultura gay da Berlim entreguerras durante uma entrevista com NPR.  Claire Waldoff, Beachy declarou:

"... ela era na realidade uma lésbica.  Ela vivia com sua parceira.  Nem todas suas amigas eram gays ou lésbicas, assim ela se socializava com vários outros entretenedores, mas sua sexualidade era algo que nunca foi oculta.  E provavelmente a maioria das pessoas entendia que ela realmente amava mulheres e estava com uma mulher.  Assim, penso eu, isso era o bastante de parte de sua identidade."

A moda era também usada pelas mulheres para fazerem declarações sobre liberação econômica e sexual.  De acordo com Katharina von Ankum, autora de “Mulheres em Metropolis: Gênero e Modernidade na Cultura de Weimar”, para muitas mulheres, "[m]oda prometia liberação sexual, mobilidade sexual e gratificação narcisista fora dos confinamentos das políticas de identidade tradicionais."

E então havia Anita Berber, outrora bebedora de clorofórmio e éter absorvida em pétalas de rosa, que promoveu a sexualidade e moda até o ponto que você pudesse fazer uma curta caminhada com a bunda de fora tendo orgias no transporte público:

"A moda vanguardista era a bonita dançarina ruiva e a estrela do cinema mudo Anita Berber, que vagava com seu rosto polvilhado com um repulsivo branco e um vívido batom vermelho, completamente nua debaixo de um casaco de pele de marta, exceto por uma corrente de ouro em volta de seu tornozelo e um filhote de chimpanzé em seu ombro.  Uma vez moderadas garotas alemãs começaram a copiar seu estilo, e até prostitutas acharam difícil prosseguir com os padrões de sensualidade exposta."

Fluidez de gênero era um ótimo divertimento e orgias com travestis eram um paraíso não convencional

Trocas de papéis de gênero eram algo imenso durante a República de Weimar.  Travestismo era uma atividade popular, até entre heterossexuais, e freqüentemente vinha de mão em mão com exploração de gênero e sexualidade não-binários num ambiente seguro.  O escritor austríaco Stefan Zweig (que, tenha em mente, era crítico de toda essa liberação sexual), descreveu a perversão desta forma:

"Berlim transformou-se na Babel do mundo.  Alemães trouxeram à perversão todo seu sistema de veemência e amor.  Garotos caracterizados com cinturas artificiais desfilavam na Kurfürstendamm … Mesmo Roma [antiga] não conheceu orgias como a Berlim da subcultura travesti, onde centenas de homens em roupas de mulheres e mulheres em roupas de homens dançavam sob os benevolentes olhos da polícia.  No meio do colapso geral dos valores, um tipo de insanidade estabeleceu-se precisamente naqueles círculos de classe média que tiveram até aqui sido abalados em sua ordem.  Jovens mulheres orgulhosamente gabavam-se serem pervertidas, ao ponto que serem suspeitas de virgindade aos dezesseis fosse considerado uma desgraça em toda escola em Berlim."

Tudo provavelmente abastecido por quantidades insanas de cocaína e álcool, pois quem está pronto a se travestir em 1924?

Famosa demonesa libidinosa, Marlene Dietrich, roubou a adolescência de Greta Garbo e quebrou seu coração

Embora uma vez se pensou que a lenda das telas de cinema suecas, Greta Garbo, e a notória demonesa de Hollywood Marlene Dietrich não fossem particularmente bem familiares, a escritora Diana McLellan alega ter provas reveladoras que essas duas deusas das telas foram verdadeiramente amantes no início de suas carreiras.

Em 1925, na idade dos 19, Garbo, que estava vivendo em Berlim, apareceu na Joyless Street ao lado de Dietrich, que tinha 23.  Dietrich negou consistentemente ter estado no filme, e na medida em que nenhum impresso completo disso sobreviveu, ficou difícil provar seu erro.  McLellan estudou extensivamente a cena sobrevivente para ver a performance de Garbo.  Durante o processo, e utilizando diversas fotos antigas como meio de verificação, é quase certo que ela e Dietrich aparecem em várias cenas-chave na Joyless Street.

De acordo com a pesquisa de McLellan, Garbo e Dietrich tiveram um tórrido romance no local de filmagem.  A jovem impressionável Garbo caiu de joelhos por Dietrich, que não tinha qualquer interesse em um relacionamento duradouro.  O romance foi incendiário, mas rápido, e deixou ambas atrizes amarguradas com a vida.  Dietrich, posteriormente, confidenciou ao amigo e escritor Sam Taylor que Garbo foi uma não-inteligente "garota escandinava" que vestia roupas íntimas imundas.

"Garbo," McLellan explica que ela "se sentiu traída por um monstro que falava de seus segredos, debochava de suas raízes e desprezava-a em seu sexo.  Ela ficou ferida, constrangida e traumatizada."

Prostituição era desregulada, amplamente difundida e pesadamente politizada

Conforme Laurie Marhoefer da Universidade de Siracusa escreveu em "Degeneração, Liberdade Sexual e Política na República de Weimar, 1918-1933,"houve um movimento para desregulamentar a prostituição na Alemanha entreguerras que resultou numa nova lei.  Em 1927, o Reichstag aprovou uma lei que tornou perfeitamente legal para mulheres vender sexo na Alemanha sem supervisão policial."

A depender de seu interesse, você podia obter prostitutas entregues numa limousine com champagne ou escolher uma pessoa detonada na rua.  Apesar disso, conforme Jill Suzanne Smith do Bowdoin College explica, a prostituição na República de Weimar não foi simplesmente um nível capitalista de reforço dos valores patriarcais de acordo com o qual heterossexuais iam atrás de mulheres para compra.

"A historiadora Julia Roos, por exemplo, demonstra em seus arquivos que a participação ativa de prostitutas no debate público sobre a reforma da prostituição criou um ‘contra-discurso’ que “contradisse a difusão de estereótipos das prostitutas como apáticas e ‘degeneradas’.”  Realmente, Roos argumenta que uma análise da prostituição é central para uma investigação das drásticas mudanças em papéis de gênero que tomaram lugar durante a República de Weimar... Em vez de ler a prostituição simplesmente como um indicador do entrincheiramento das estruturas patriarcais, pode também ser lido para expor fendas naquelas completas estruturas."

Como Stephen Lemons escreve para o Salon, conforme a inflação tornava o papel moeda essencialmente sem valor, as mulheres tomavam as ruas em rebanhos procurando por clientes precisamente para que elas pudessem comer e manter um telhado sobre suas cabeças.  Algumas até moviam-se em grupos com as filhas.

Como é tornado abundantemente claro em “Sexo e a República de Weimar: Emancipação Homossexual Alemã e a Ascensão do Nazismo”, havia uma plenitude de prostitutos masculinos em Berlim de todas as posições do espectro sexual.  Com cuidado com o retrocesso conservador contra o hedonismo de Weimar, havia um mito popular na Alemanha que os prostitutos masculinos eram em sua maioria homens héteros que se permitiam ser usados como gays para que pudessem roubá-los.  Se somente os gays pudessem ser parados, aqueles voluntariosos prostitutos héteros poderiam ser convertidos em bons e produtivos alemães.

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