Tuesday, October 18, 2005

As Revelações de Barruel e Robison

por Paul Fisher

A primeira verdade a percepção do público em geral sobre a franco-maçonaria não veio à tona até 81 anos passados da fundação da Fraternidade, quando dois livros levantaram o véu que tão convenientemente ocultou as atividades do ofício, exceto conforme havia sido exposta anteriormente pelo Vaticano, e ocasionalmente, pelos chefes de Estado.

Um livro foi escrito por John Robison, um altamente respeitado professor de filosofia e um membro da Royal Society de Edinburgo. O professor escocês disse que achou a Maçonaria no Continente muito diferente da que ele conheceu nas Lojas da Inglaterra. A Maçonaria Continental, escreveu ele, exibia "uma estranha mistura de misticismo, teosofia, carpricho cabalístico, ciência real, fanatismo e livre pensamento, tanto em religião quanto em política." Ele descobriu, também, que embora tudo fose expressado de modo decente, o "ateísmo, materialismo e descontentamento com a subordinação civil penetrou totalmente."

Uma exposição mais detalhada do ofício foi apresentada em uma obra de quatro volumes pelo Abade Augusten de Barruel, um refugiado da França Revolucionária, cujo terceiro volume estava indo ser impresso no mesmo momento em que o livro de Robison estava sendo publicado.

Barruel declarou que muitos anos antes da Revolução Francesa, homens que se chamavam “filósofos”, conspiraram contra o Deus do Evangelho, contra o Cristianismo, sem distinção de adoração. O grande objetivo da “conspiração”; o Abade afirmou, era derrubar todo altar onde Cristo era adorado.

Esses filósofos, o Abade declarou, formaram os sofistas da rebelião, que juntaram-se com os franco-maçons, um grupo que ele caracterizou como tendo uma “longa história” de ódio por Cristo e pelos reis. Continuando, o clérigo francês disse que dessa coalizão vieram os “Sofistas da Impiedade e Anarquia”, que conspiraram “contra toda religião, todo governo, contra toda sociedade civil, e mesmo contra toda propriedade . . " Esse último grupo se tornou conhecido como os llluminati, dos quais brotaram os Jacobinos.

Embora se acreditasse que essa filosofia tivesse sido gestada na Inglaterra, na realidade, disse o Abade, é "o erro de todo homem que julga tudo pelo padrão de sua própria razão, e rejeita em todas as matérias religiosas toda autoridade que não é derivada da luz da natureza. É o erro de negar toda possibilidade de qualquer mistério além dos limites da razão humana, e o descarte da Revelação."

Os principais "filósofos" dos quais Barruel falou eram os maiores Enciclopedistas: Voltaire, Frederico II, Rei da Prússia, Denis Diderot e Jean D'Alembert. Esses homens, assegurou ele, "agiram harmonicamente" para destruir o Cristianismo e, declarou ele, as provas da conspiração são descritas por seus escritos.

O Abade citou Voltaire dizendo: "Eu fico esgotado em ouvir pessoas repetirem que doze homens foram suficientes para estabelecer o Cristianismo, e eu provarei que um homem pode bastar para derrubá-lo."

O historiador francês registrou que os principais Enciclopedistas tinham uma linguagem secreta e, nessa conexão, citou uma carta de Voltaire a D'Alembert em que está declarado que: "a vinha da verdade é bem cultivada. Traduzido, o enunciado significa: "Nós tornamos assombroso o progresso contra a religião."

Fontes maçônicas, deveria ser registrado, freqüentemente apontaram que os maiores atores entre os Enciclopedistas foram maçons.

[A esse respeito, Robison e Barruel são citados de preferência extensivamente nos seguintes parágrafos, no sentido de estabelecer que o que foi declarado sobre a maçonaria na Europa no século XVIII foi confirmado por fontes maçônicas como uma substancialmente precisa representação da franco-maçonaria na América e Europa do Século XX.]

Barruel disse que ele foi convidado a se tornar um membro dos mais baixos graus da maçonaria e consentiu em se introduzir nos dois primeiros graus que foram dados a ele abertamente e em uma disposição irônica.

Porém, o ritual do terceiro grau demandou inabalável obediência às ordens do Grã-Mestre, muito embora aquelas ordens pudessem ficar contra o Rei, ou outra soberania. Apesar de não concordar portanto a amarrar-se, Barruel recebeu o grau de Mestre Maçom.

Aqueles admitidos aos primeiros três graus da maçonaria, explicou ele, aprenderam que as eras maçônica e cristã não coincidem. Para o maçom, o Ano da Luz começa na Criação, assim antedatando Moisés, os Profetas e Jesus Cristo.

Ele registrou que muitas crenças da maçonaria são bastante similares às crenças e práticas dos Maniqueus, tais como as "besteiras" da Cabala e magia; indiferença a toda religião; os mesmos terríveis juramentos; e símbolos do sol, lua e estrelas usados no interior das lojas.

O clérigo francês descreveu sua própria iniciação e suas cerimônias e juramentos. Sua descrição confirma que o grau do ofício e cerimônias de iniciação de 1798 são quase idênticas às práticas da fraternidade hoje em dia.

Ele disse que sua própria iniciação deu-lhe credibilidade suficiente para conversar com aqueles que ele sabia serem muito mais avançados na maçonaria, “e em muitas dessas entrevistas que aconteceram, apesar de todas serem secretas, algumas expressões não guardadas escapavam dos mais zelosos adeptos, que pariam luz no assunto." Outros maçons, continuou ele, emprestaram seus livros, “presumindo que sua obscuridade e a necessidade de palavras essenciais, ou o método de descobri-las, destruiriam todas minhas tentativas de entendê-las."

Com tal compreensão, ele estava apto a aprender o grau de Cavalheiro dos Rosa Cruzes, “ou os Rozacrucianos.” Os ornamentos da Loja nesse grau lembram ao candidato “o solene Mistério do Monte Calvário."

A sala da Loja foi drapejada em Negro com um altar revelado de forma destacado, acima dos quais estavam três cruzes. No meio um buraco com a inscrição: "I.N.R.I."

"Os irmãos em vestes sacerdotais são assentados na região no mais profundo silêncio, descansando suas cabeças em seus braços para representar seu pesar," escreveu Barruel.

Mas, disse ele, foi "não a morte do Filho de Deus, que morreu vítima de nossos pecados a causa de sua aflição." Particularmente, foi a crucifixão de Cristo e o estabelecimento do Cristianismo que moveu os irmãos a ficarem de luto sobre “a palavra, que é a [sua] pretendida religião natural . . . “ que data desse dia sagrado.

Isso foi evidenciado na cerimônia, disse o Abade, através da resposta do Ancião Warden quando ele é questionado sobre a hora do dia pelo Mestre da Loja. Warden respondeu:

"É a primeira hora do dia, a hora quando o véu do templo foi rasgado em partes, quando a escuridão e a consternação foram difundidas sobre a terra, quando a luz foi escurecida, quando os implementos da maçonaria foram quebrados, quando a estrela flamejante desapareceu, quando a pedra cúbica foi quebrada, quando a palavra foi perdida."

Essas revelações sobre a filosofia e atividades da franco-maçonaria foram não menos sensacionais do que foram as revelações de Barruel e Robison a respeito da Ordem Bavariana dos llluminati.

A ordem era uma sociedade secreta fundada pelo Prof. Adam Weishaupt de Ingolstadt, Alemanha, e gravações demonstram sua ligação íntima com a Maçonaria. Membros da Ordem, fundadas por Barruel, que era mestre secreto da Maçonaria.

O conhecimento sobre a ordem tornou-se público durante uma busca por uma casa ocupada por um de seus líderes, como também pelas comunicações descobertas no A ordem era uma sociedade secreta fundada pelo Prof. Adam Weishaupt de Ingolstadt, Alemanha, e gravações demonstram sua ligação íntima com a Maçonaria. Membros da Ordem, fundadas por Barruel, que era mestre secreto da Maçonaria.

O conhecimento sobre a ordem tornou-se público durante uma busca por uma casa ocupada por um de seus líderes, como também pelas comunicações descobertas no castelo de Sandersdorf, um local de encontro do grupo. Outra informação chegou ao conhecimento por um espião anônimo da Ordem, e pelas deposições dadas por quatro professores da academia Mariana da Bavária, que tinha membros na Organização.

Weishaupt sustentou visões que, anos mais tarde, foram ecoadas por filósofos e adeptos do comunismo internacional, como muitos outros. Weishaupt proclamou:

"Liberdade e igualdade são os direitos essenciais do homem em sua origem e perfeição primitiva recebida da natureza. A propriedade golpeou primeiro a igualdade; a sociedade política ou o Governo foi o primeiro a roubar a Liberdade, a sustentação dos governos e da propriedade são as autoridades religiosas e as leis civis, assim, para reestabelecer ao homem seus primitivos direitos de Igualdade e Liberdade, devemos começar a destruir todas as religiões, todas as sociedades civis e finalizar com a destruição de toda propriedade."

Segundo Barruel, as doutrinas do Iluminismo vieram da Europa atráves do Egito por um comerciante nómade. Embora Weishaupt odiasse a religião, principalmente a Igreja Católica, ele admirava a eficácia das ordens religiosas - particularmente os Jesuítas - em espalhar o Evangelho pelo mundo. "O que estes homens fizeram pelo altar e pelo trono, porque eu não deveria fazer em oposição ao altar e ao trono", relembrou o professor bávaro.

Robinson, referindo-se ao testemunho de quatro professores da Academia Mariana, disse que a Ordem Illuminati abjurou o Cristianismo; promoveu propagandas sensuais, considerou o suicídio justificável, via o patriotismo e a lealdade ao país como prejudiciais ao pensamento, incompatíveis com a benevolência universal, acreditava que a propriedade privada era um empecilho à felicidade, e insistia que os objetivos da ordem eram ficar acima de tudo isso. Assim, ele observou, os membros da ordem não poderiam ser encontrados apenas em lojas maçônicas. A universidade de Edinburgo tinha membros deste grupo "que insinuavam-se dentro de todos os escritórios públicos, e particularmente nas cortes de Justiça".

Weishaupt contava a todos seus seguidores: "Nós devemos vencer as pessoas simples em todo lugar. Isto irá nos dar liderança nas escolas, e nos abrirá corações. Mostrará condescência, popularidade, e tolerância de nossos problemas".

Continuando o mesmo raciocínio, ele disse "Se um escritor publica qualquer coisa que atrai notícia, isso mesmo está de acordo com os nossos planos, nós devemos vencer cada coisa publicada".

A força da ordem Illuminati, segundo ele, baseia-se em seu segredo, nunca deixa ela aparecer ou mencionar seu próprio nome, mas sempre coberta por outros nomes e outras ocupações. Ninguém duvida que um desdes degraus é a Maçonaria....

Em acréscimo, em relação a Maçonaria como um disfarce para as atividades da Illuminati, Weishaupt recomenda que os membros da ordem busquem espaço em "classes cultas e letradas" que podem "ser uma ferramenta poderosa nas nossas mãos". Ele acreditava que seus seguidores buscariam obter influência em todos os escritórios para "formar ou dirigir, ou mesmo dirigir a mente do homem..."

Todos os membros da ordem, segundo ele, "precisam ser ajudados... [e] preferencialmente a todas as pessoas de igual mérito."

A organização acreditava que Jesus não estabelecera uma nova religião, mas apenas "pregou uma religião e razões de direitos antigos".

Usando a linguagem secreta do Iluminismo para explicar suas visões sobre condições sociais e o remédio para modelar a sociedade nos moldes da Ordem, Weishaupt, em uma letra a um colega, referiu-se a uma "pedra dura, rachada e polida:' As diferenças foram explicadas como caracterizando as pedras dura e rachada como a condição do homem sob governo civil: "duro por sempre preocupar-se com a desigualdade de condição; e rachada posto que nós não somos mais uma família, e somos além disso divididos por diferenças de governo, nível, propriedade e religião." Porém, quando essas diferenças são eliminadas, e pessoas do mundo são "reunidas em uma família, nós somos representados pela pedra polida."

"Examine, leia, pense," adomestou Weishaupt seus devotos, conforme ele os urgia a entender símbolos e linguagem simbólica usadas pela Ordem. Explicando, ele instruiu seus seguidores: "Há muitas coisas que alguém não pode descobrir sem um guia, nem mesmo aprender sem instruções . . . Seus Superiores . . . conhecem o caminho da verdade mas não apontarão. Basta que eles se ajudem em toda aproximação para isso.” Assim, a necessidade para a sociedade em geral é “examinar, ler, pensar."

O novo Iluminado era "particularmente recomendado a estudar a doutrina dos antigos gnósticos e maniqueus, que poderá conduzi-lo a muito importantes descobertas sobre a real maçonaria."

Os Illuminati, disse Robision, desejavam usar as mulheres aconselhando pela sua "emancipação da tirania da opinião pública."

O grande objetivo da Ordem, disse o estudioso escocês, "é tornar os homens felizes tornando-os bons". Isso era para ser efetuado pelo “esclarecimento da mente, e libertando-a do domínio da superstição e do preconceito."

Robison também observou que Weishaupt foi firme na convicção que os Antigos Mistérios “eram úteis para a espécie humana, contendo doutrinas racionais de religião natural”. O Professor Renner, um dos estudiosos da Academia Mariana que prepararam um depósito escrito sobre seu conhecimento dos Illuminati, disse aos adeptos amarrados à Ordem a subjugar suas mentes “com as mais magníficas promessas, e assegurar . . . a proteção dos grandes personagens prontos a fazer tudo para o progresso de seus membros na recomendação da Ordem."

A Ordem atraiu ao interior de suas lojas somente aqueles que poderiam ser úteis: “Estadistas, . . . conselheiros, secretários . . . professores, abades, preceptores, médicos e apotecários são sempre candidatos bem-vindos à Ordem."

De acordo com um depósito comum assinado pelo Professor Renner e seus três colegas, o objetivo dos primeiros graus do Iluminismo era treinar adeptos no sistema de espionagem. Uma vez que o membro tivesse tão comprometido consigo mesmo a tais atos nefandos de espionagem, traição ou outras empresas traiçoeiras, ele ficava em um estado de temor perpétuo, temendo seus superiores, deveria em algum tempo revelar a atividade criminal, declararam os quatro acadêmicos.

As revelações de Robison e Barruel causaram uma sensação, não somente na Europa, mas na América, e foram sinopsadas em jornais e recomendadas para leitura.

Em 4 de Dezembro de 1794, O Erald de New York editou sobre a história da Revolução Francesa, e disse que a história era a história das "Populares Sociedades, as principais molas propulsoras da ação durante toda a revolução." O editorial encorajou os proprietários de jornais na nova nação a tornar a história dessas sociedades conhecida, e recomendou os trabalhos de Barruel e Robison.

Evidência mais além da popularidade dos trabalhos de Barruel e Robison na América foi indicada quando um ministro Protestante, G.W. Snyder de Frederick, Maryland, enviou ao Presidente George Washington uma cópia do livro de Robison, com uma carta de apresentação. Ele disse ao Presidente que deveria ser familiar com muitos dos pontos feitos pelo estudioso escocês, posto que o Sr. Washington era ele mesmo um maçom.

O Presidente respondeu registrando que nunca havia presidido qualquer loja maçônica, e raramente visitado tais estabelecimentos. Além disso, ele observou que não acreditava que as lojas nos Estados Unidos estavam “contaminadas” com os princípios do Iluminismo.

Em uma carta lembrete ao Rev. Snyder, o Presidente elaborou sua posição e se convenceu que as doutrinas do Iluminismo e Jacobinos tinham realmente se espalhado pelos Estados Unidos. Ninguém, disse o Sr. Washington, "está mais verdadeiramente satisfeito com esse fato do que eu".

Continuando, ele disse que: " . . Eu não acreditava que as Lojas dos franco-maçons nesse país tinha, como sociedades, se esforçado a propagar as doutrinas diabólicas dos primeiros [os Illuminati], ou os perniciosos princípios dos últimos [Jacobinos] (se eles são suscetíveis de separação). Aqueles indivíduos delas [Lojas Maçônicas] talvez tenham feito isso, ou que o fundador ou instrumento empregado para edificar as Sociedades Democráticas nos Estados Unidos, talvez tenham tido esses objetivos; e realmente tinham uma separação do Povo de seu Governo em vista, é tão evidente a ser questionado."

Excerto
Behind the Lodge Door
Paul Fisher

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